Previsões sobre o funcionamento de organismos vivos extraterrestres

Serão parecidos connosco?...Hum...

29 julho 2000
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Será que a vida tem mesmo de ser assim? Um novo estudo considera que as reacções que estão na base do metabolismo humano poderão ser a única maneira de um organismo vivo obter energia química do seu meio ambiente. Talvez os extraterrestres sejam, no fundo, parecidos connosco.
 

 

Este assunto é amplamente debatido pelos biologistas da evolução . Alguns consideram que teriam bastado algumas diferenças climatéricas para que o resultado da vida na Terra tivesse sido diferente, mas outros consideram que apenas um número limitado de formas de vida são permitidas. Um artigo publicado no Proceedings of the National Academy of Sciences dos EUA parece dar alguns argumentos ao segundo grupo de cientistas.
 

 

O metabolismo é o conjunto de reacções químicas que permitem converter os nutrientes em energia e componentes do nosso organismo, assegurar a manutenção da viabilidade das nossas células e desempenhar as múltiplas tarefas do organismo.
 

 

Alguns organismos, como plantas e muitas bactérias, são chamados autotróficos porque convertem matéria inorgânica em matéria viva. Por outro lado, os seres humanos são chamados heterotróficos por consumirem matéria viva como combustível.
 

 

Ainda hoje não se sabe se os primeiros organismos vivos eram autotróficos ou heterotróficos. Crê-se que existiam moléculas já muito complexas nas águas dos oceanos onde se desenvolveram os primeiros seres vivos e resta saber se estas eram utilzadas como alimento pelos primeiros organismos ou se estes se alimentavam de material inorgânico mais elementar.
 

 

Tanto os seres autotróficos como heterotróficos têm um elemento comum no seu metabolismo que se chama o ciclo do ácido cítrico ou ciclo de Krebs . No seres heterotróficos, como nós, este ciclo permite a degradação de açucares para a obtenção de energia enquanto nos seres autotróficos, como as plantas, funcionando em sentido inverso, permite obter compostos com o o citrato que serão depois utilizados para construir biomoléculas mais complexas.
 

 

Como este ciclo de reacções químicas do metabolismo apareceu numa etapa muito precoce da evolução da vida no planeta, alguns cientistas americanos da Universidade George Mason, na Virgínia, resolveram testar se os seres autotróficos poderiam obter citrato a partir de dióxido de carbono de outra maneira que não a seguida no Ciclo de Krebs.
 

 

Para responder a esta questão, os cientistas recorreram a simulações em computador com acesso a uma base de dados de milhões de biomoléculas e chegaram à conclusão de que o número de soluções é altamente reduzido. De facto, apenas 153 moléculas poderiam ser utilizadas para o efeito e, dessas, 11 eram as do ciclo de Krebs. Este resultado pode indicar que são poucas as alternativas para a realização de etapas fundamentais da vida.
 

 

No entanto, será prudente considerar que a nossa imaginação é muito limitada perante as soluções da natureza...
 

 

Fonte: Nature

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