Prever a qualidade do ar em Portugal

Investigadores criam sistema semelhante à previsão do tempo

06 outubro 2003
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Investigadores da Universidade de Aveiro e da Escola Politécnica de Paris estão a desenvolver um sistema de previsão da qualidade do ar para Portugal, equiparado ao que já permite antever o tempo por um período máximo de 10 dias.
 

 

«Aquilo que os meteorologistas conseguem com o tempo é o que pretende fazer com a qualidade do ar», sintetizou Carlos Borrego, do Departamento de Ambiente da Universidade de Aveiro, em declarações à agência Lusa.
 

 

Co-responsável pelo projecto de previsão da qualidade do ar é o francês Robert Vautard, docente da Escola Politécnica de Paris e investigador do Centro Nacional de Investigação Científica (CNRS) de França, que foi chamado à Universidade de Aveiro para uma conferência sobre a qualidade do ar na Europa.
 

 

Robert Vautard, que é responsável por diversos estudos sobre variabilidade climática e alterações climáticas, disse à Lusa que já a ensaiar um projecto similar na região de Paris.
 

Em Portugal, a previsão da qualidade do ar poderá estar operacional no Verão de 2004, se se confirmarem as «melhores perspectivas» de Carlos Borrego.
 

 

A previsão apoiar-se-á num programa informático que concilia informações da actual rede de medição da qualidade do ar e as informações dos serviços de meteorologia. Tal como no tempo, será possível fazer previsões com grande exactidão para cinco dias e, com menos fiabilidade, a dez dias.
 

 

Uma das vantagens da previsão da qualidade do ar é antecipação de avisos públicos sobre cuidados que grupos de risco (crianças, idosos e alguns grupos de doentes) devem ter quando há concentrações de ozono na atmosfera acima do normal.
 

 

A lei impõe às Direcções Regionais do Ambiente que informem o público sempre que as suas estações de medição de qualidade do ar indicam emissões de concentração de ozono superiores a microgramas por metro cúbico de ar.
 

 

A informação é obrigatória porque o ozono troposférico é um poderoso oxidante, que pode provocar dificuldades respiratórias e irritações nos olhos, nariz e garganta, particularmente em grupos sensíveis, e é apontado como um dos maiores responsáveis por perdas agrícolas e danos na vegetação.
 

 

Fonte: Lusa
 

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