Prevenção e tratamento da obesidade em idade pediátrica

Estudo da Universidade do Porto

27 abril 2016
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Investigadores da Universidade do Porto (UP) avaliaram cerca de 250 crianças e adolescentes portugueses obesos para perceber a interação entre a predisposição genética e o exercício físico regular, de forma a prevenir e tratar a obesidade em idade pediátrica.
 

O projeto denominado "Genetic predisposition versus the effect of regular physical exercise on circulating adipokine levels in obese Portuguese adolescents", teve como objetivo avaliar essa interação em níveis circulantes de adipocinas.
 

Segundo o líder do projeto e professor da Faculdade de Farmácia da UP, Luís Belo, as adipocinas são um conjunto de substâncias produzidas pelo tecido adiposo (um órgão metabolicamente ativo), com papéis importantes no equilíbrio do organismo.
 

"Há evidências crescentes de que estas adipocinas, cuja secreção se encontra alterada nos obesos, estão envolvidas em outras doenças associadas à obesidade, nomeadamente a diabetes", explicou o investigador à agência Lusa.
 

Para além dos fatores ambientais, como a má alimentação e o sedentarismo, "a contribuição genética para o desenvolvimento da obesidade é já amplamente reconhecida, porém os genes envolvidos ainda não foram completamente identificados e estudados", acrescentou.
 

Na opinião de Lusi Belo, uma melhor compreensão da influência genética “pode ajudar a identificar indivíduos que apresentam riscos aumentados e que beneficiem mais de uma intervenção mais precoce/intensa".
 

Ao longo do estudo foi também analisada a interação entre a predisposição genética e o exercício físico com alguns exames laboratoriais de rotina, como é o caso dos níveis séricos de proteína C-reativa, o perfil lipídico, o hemograma e marcadores de resistência à insulina e do metabolismo do ferro.
 

Os investigadores concluíram que o exercício físico regular ajuda a melhorar fatores de risco cardiovascular (alguns mediados por adipocinas) que se encontram já alterados em obesos em idade pediátrica. Verificou-se ainda que a obesidade está associada a um aumento dos triglicerídeos e de proteína C-reativa, resistência à insulina e hipertensão, entre outros fatores de risco.
 

Os participantes foram estimulados, durante a investigação, para uma mudança nos hábitos de vida e convidados a participar num programa de intervenção de exercício físico regular, que teve a duração de nove meses (correspondente ao período do calendário escolar).
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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