Prevenção do suicídio: aumentar preço das bebidas e reforçar apoio social

Declarações do coordenador do Plano de Prevenção da Depressão e do Suicídio

09 outubro 2012
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O coordenador do Plano nacional de Prevenção da Depressão e do Suicídio defende o aumento do preço das bebidas alcoólicas e o reforço dos apoios sociais para a prevenção da depressão e suicídio.
 

Para Álvaro Carvalho, a associação entre a crise e a depressão é já uma evidência científica, defendendo que este é o momento certo para se investir na área da saúde mental, onde o retorno a curto ou médio prazo é “muito significativo”.
 

“Mas o setor da saúde não pode alcançar uma boa saúde mental sozinho. Tem de haver um programa transversal que envolva vários ministérios”, defende, revelou à agência Lusa, o coordenador do Plano de Prevenção da Depressão e do Suicídio.
 

A Organização Mundial da Saúde já veio alertar para um possível aumento do suicídio entre os jovens adultos, precisamente devido ao desemprego.
 

A falta de trabalho é um potencial desencadeador de crise emocional, ansiedade e depressão e “quanto menos tempo uma pessoa estiver desempregada menos risco tem de entrar em crise”.
 

Reforçar os apoios da Segurança Social aos desempregados e criar programas de formação profissional são medidas eficazes e com “evidência científica”.
 

Segundo Álvaro Carvalho, por cada 100 euros investidos num projeto de formação profissional de uma pessoa consegue-se uma redução na taxa de suicídio de 0,2%.Outro ponto-chave é prevenir o aumento do consumo de álcool, até porque Portugal é um dos maiores consumidores de bebidas.
 

“Pelo seu efeito tranquilizante e desinibidor, o álcool é muito usado como recurso, sobretudo por homens e jovens, em situações de crise, ansiedade ou desânimo”, disse o psiquiatra, acrescentando que o álcool tem, só por si, um efeito indutor de depressão.

 

Estudos recentes apontam para uma prevalência global das doenças mentais em Portugal de 22%. Em cada ano, 7% da população sofre de depressão e o suicídio será responsável anualmente por cerca de 10 mortes em cada 100 mil pessoas.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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