Prevenção de enfartes e AVC: três soluções simples

Estudos publicados no “New England Journal of Medicine”

06 abril 2016
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Os enfartes agudos do miocárdio e os acidentes vasculares cerebrais (AVC) podem ser impedidos através de três soluções simples, referem três estudos publicados no “New England Journal of Medicine”.
 

Nos estudos, os investigadores da Universidade de McMaster e do Hamilton Health Sciences, no Canadá, contaram com a participação de 12 mil pacientes de 21 países de forma a avaliar quais os fármacos capazes de impedir o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. Estas patologias provocam anualmente, a nível mundial, 18 milhões de mortes e cerca de 50 mil enfartes agudos do miocárdio e AVC.
 

“Estes são resultados muito importantes que podem ter um impacto significativo a nível mundial”, referiu, em comunicado de imprensa, um dos autores do estudo, Salim Yusuf. Se estes achados beneficiarem apenas 10% da população mundial com risco intermédio de doenças cardiovasculares significa que cerca de 20 a 30 milhões de pessoas podem ser ajudadas através da toma destes fármacos.
 

Os três métodos analisados incluíram duas formas de terapia: as estatinas e os anti-hipertensores. As estatinas são fármacos utilizados para diminuir os níveis de colesterol e os anti-hipertensores estão envolvidos no tratamento da pressão arterial elevada. Foi também analisada a toma combinada destes dois tipos de fármacos.
 

Os estudos, denominados “Heart Outcomes Prevention Evaluation-3” (HOPE-3), envolveram 228 centros de forma a analisar os efeitos dos três tratamentos em indivíduos com risco intermédio, mas sem doença cardíaca clínica.
 

Os investigadores constataram que a toma de estatinas reduziu de uma forma segura e eficaz o risco de doenças cardiovasculares em pacientes com risco intermédio destas patologias. Os anti-hipertensores não diminuíram os principais eventos cardiovasculares na população estudada, mas diminuíram estes eventos nos indivíduos com hipertensão.  
 

Quando combinados, as estatinas e os anti-hipertensores reduziram os eventos cardiovasculares em 30%, com um benefício de 40% para os indivíduos com hipertensão. Estes resultados sugerem que os pacientes com hipertensão não devem apenas tomar anti-hipertensores para reduzir a pressão arterial como também devem tomar estatinas.
 

Na opinião de uma das líderes do estudo, Eva Lonn, os estudos HOPE-3 podem ajudar a melhor controlar a pressão arterial e o colesterol, dois dos fatores de risco cardiovascular mais comuns.
 

“O tratamento com estatinas foi notavelmente seguro e benéfico, independentemente dos níveis de colesterol, pressão arterial, idade, sexo ou raça. Estamos muito entusiasmadas com os resultados do estudo”, concluiu uma outra autora do estudo, Jackie Bosch.
 

Na opinião dos autores, estes métodos podem ser utilizados praticamente em todo o mundo e os fármacos irão ficar ainda mais baratos à medida que os sistemas e as pessoas adotem as terapias.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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