Prevenção de doenças cardiovasculares: uma nova janela de oportunidade

Estudo publicado na revista “JACC Cardiovascular Imaging”

28 outubro 2014
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A prevenção e as estratégias terapêuticas para as doenças cardiovasculares poderão ser baseadas na avaliação de testes imagiológicos cerebrais precoces, realizados bem antes de os enfartes agudos do miocárdio ou de os acidentes vasculares cerebrais (AVC) ocorrerem, defende um estudo de revisão publicado na revista “JACC Cardiovascular Imaging”.
 

Para a revisão, os investigadores do Mount Sinai, nos EUA, analisaram todos estudos imagiológicos cerebrais relevantes realizados nos últimos 33 anos. Foram avaliados estudos que utilizaram todas as modalidades de imagens cerebrais disponíveis em pacientes com fatores de risco de doença vascular, mas sem sintomas que conduzem ao diagnóstico de doença vascular no coração, no cérebro ou na periferia.
 

O estudo apurou que os pacientes com pressão arterial elevada, diabetes, obesidade, elevados níveis de colesterol, síndrome metabólica e hábitos tabágicos, mas sem sintomas, têm sinais visíveis nos exames imagiológicos de estruturas e alterações funcionais cerebrais bem antes do desenvolvimento de qualquer evento associado à doença vascular do coração (enfarte agudo do miocárdio) ou do cérebro (AVC).
 

“Esta foi a primeira vez que fomos capazes de separar os efeitos cerebrais de fatores de risco das doenças vasculares, dos efeitos cerebrais da doença cardiovascular e cerebrovascular e/ou eventos após estes se terem desenvolvido. Adicionalmente, a disfunção cognitiva subtil é uma manifestação clínica importante destes fatores de risco de doença vascular associados a alterações imagiológicas cerebrais nas pessoas saudáveis”, revelou, em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Joseph I. Friedman.
 

De acordo com o investigador, uma vez que a diminuição da capacidade cognitiva tem um impacto negativo na capacidade de a pessoa beneficiar do tratamento para estas condições médicas, a identificação precoce dessas alterações cerebrais pode "apresentar uma nova janela de oportunidade" para os médicos intervirem precocemente e melhorarem a prevenção da progressão de um fator de risco vascular para doenças cardiovasculares e cerebrovasculares estabelecidas.
 

“Os pacientes necessitam de controlar, o mais brevemente possível, os seus fatores de risco vascular, caso contrário, os cérebros podem apresentar para sempre alterações físicas que levam a condições cardíacas e vasculares devastadoras“, conclui um outro autor do estudo, Valentin Fuster.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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