Pressão arterial medida em casa é mais fiável

Estudo publicado nos “Archives of Internal Medicine”

04 julho 2011
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As leituras da pressão arterial registadas durante um período de 24 horas através de um aparelho portátil de monitorização usado em casa parecem ser mais eficazes do que a medição feita no consultório médico para prever se um paciente com doença renal crónica sofrerá insuficiência renal ou estará em perigo de vida, aponta um estudo publicado nos “Archives of Internal Medicine”.

 

Essa é a conclusão de um estudo italiano, que incluiu 436 pacientes com doença renal crónica que não recebiam diálise. No estudo, a pressão arterial de cada paciente foi medida várias vezes numa clínica durante um período de dois dias. Os participantes também receberam um aparelho portátil que efectuou a leitura da pressão arterial a cada quinze minutos, durante o dia, e a cada meia hora à noite, durante um período de 24 horas.

 

Acredita-se que os monitores de pressão arterial usados em casa para ajudar a superar o que é conhecido como "hipertensão da bata branca" – situação em que a pressão arterial do paciente aumenta devido ao stress e ansiedade por irem ao médico. De acordo com as informações do artigo, os pacientes com doença renal crónica são especialmente vulneráveis a senti-la.

 

Estudos anteriores também sugeriram que as leituras nocturnas da pressão arterial podem dar dados mais fiáveis da pressão sanguínea do paciente, dado que são realizadas quando a pessoa está em repouso e livre de tensões físicas e emocionais da vida quotidiana, factores que podem ter um impacto nas leituras.

 

Durante o acompanhamento, que rondou uma média de 4,2 anos, 86 pacientes desenvolveram insuficiência renal e 69 morreram. Também foram registados 63 eventos cardiovasculares não fatais e 52 mortes causadas por problemas cardiovasculares.

 

Os pacientes com maior risco de problemas renais ou cardiovasculares foram aqueles cuja pressão arterial sistólica (o número mais alto) diurna foi de 135 mm Hg ou maior; aqueles com leitura diastólica (número inferior) altas; os que tiveram pressão sistólica nocturna de 124 milímetros Hg ou superiores; e os que tiveram leituras diastólicas nocturnas de 70 mm Hg ou superiores. Todas essas leituras foram fornecidas pelo monitor portátil. "Em contraste, as medidas [pressão arterial] realizadas no consultório... não conseguiram prever os eventos cardiovasculares ou renais", escreveram os cientistas, em comunicado de imprensa.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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