Pressão arterial e enxaquecas podem ser tratadas através do som?

Estudo da Escola de Medicina Wake Forest

20 setembro 2016
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Uma neurotecnologia não invasiva que utiliza o som para equilibrar as frequências do lado esquerdo e direito do cérebro é capaz de diminuir a pressão arterial, melhorar a variabilidade do ritmo cardíaco e reduzir os sintomas de enxaqueca, revelam dois estudos apresentados nas Sessões Científicas do Conselho de Hipertensão de 2106 da Associação Americana de Cardiologia.
 
A neurotecnologia, denominada HIRREM, utiliza sensores colocados no couro cabeludo para medir a atividade elétrica e detetar os desequilíbrios do lado esquerdo e direito.
 
Hossam A. Shaltout, um dos autores do estudo, explica que a maioria das pessoas tem uma atividade elétrica equilibrada entre o lado esquerdo e direito do cérebro. O desequilíbrio, resultante de um maior domínio ou atividade de um dos lados, pode refletir uma desregulação autonómica associada aos efeitos do stress crónico, que se acredita desempenhar um papel importante na pressão arterial elevada, enxaqueca, insónia, depressão, etc.
 
A HIRREM monitoriza em tempo real a atividade cerebral e traduz frequências cerebrais dominantes em sons audíveis gerados por computador que são refletidos através de auriculares. Gradualmente, por si só e sem necessidade consciente, o padrão elétrico tende a melhorar o equilíbrio. 
 
Num dos estudos os investigadores analisaram o impacto da HIRREM em dez indivíduos com hipertensão. Após uma média de 17,7 sessões de HIRREM durante cerca de 10,2 dias, a pressão sistólica dos participantes diminuiu de 152 para 136 mmHg e a pressão diastólica de 97 para 81 mmHg. 
 
O estudo apurou ainda que a severidade da insónia e ansiedade também melhoraram. A variabilidade da frequência cardíaca aumentou em média de 42 para 57 milissegundos.
 
Num outro estudo foi analisado o efeito da HIRREM em 52 adultos que sofriam de enxaquecas. Após 15,9 sessões, que decorreram ao longo de nove dias, foram verificadas melhorias na insónia, humor e enxaquecas. 
 
O investigador concluiu que se estes achados forem confirmados em estudos de maior dimensão, a HIRREM pode ser considerada uma nova abordagem valiosa para os cuidados de saúde centrados no cérebro. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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