Preservativos considerados muito caros

Portugueses não sabem onde fazer teste de Sida

27 janeiro 2004
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Mais de metade dos portugueses confessa que não utiliza qualquer método de prevenção contra o HIV/sida durante as relações sexuais e 85 por cento considera que os preservativos são caros ou muito caros. Esta é uma das principais conclusões de um estudo publicado na edição de Fevereiro da revista Teste Saúde da Deco.O estudo, que tomou por base um inquérito a mais de três mil pessoas, mostra ainda que apenas um em cada seis indivíduos pratica sempre sexo protegido. O preservativo masculino não é utilizado por 42 por cento dos homens portugueses e uma em cada cinco que afirma ter vários parceiros sexuais reconhece não usar este meio de prevenção.O conhecimento sobre as formas de transmissão do HIV/sida são outras das vertentes analisadas e que mostram resultados pouco animadores. Dois em cada cinco portugueses acreditam que o HIV pode ser transmitido através de uma simples picada de insecto e um em cada cinco julga que o contágio pode acontecer através da utilização de sanitas em casas de banho públicas.Ainda segundo a «Teste Saúde», os portugueses são dos que mais desconhecem os locais onde podem fazer teste para detectar o vírus HIV. Dos quatro países onde foi realizado o estudo (Portugal, Bélgica, Espanha e Itália), os portugueses foram os que revelaram maior desconhecimento. Dos inquiridos que realizaram o teste, apenas cinco por cento recorreram aos Centros de Aconselhamento e Diagnóstico Precoce do HIV, indica o estudo realizado pela associação de defesa do consumidor (DECO). Por isso, a DECO apela a uma maior divulgação destes serviços, que são gratuitos e existem de norte a sul do país. Em Portugal as estimativas apontam para cerca de 30 a 50 mil pessoas infectadas, o que coloca o país na situação «mais preocupante» da União Europeia. Em comunicado, a associação Abraço denuncia a morte de três pessoas por dia com sida em Portugal, acrescentando que «não existe um plano nacional de luta contra a sida». Fonte: Diário de Notícias e Público

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