Presença de toxinas na broa de Avintes não põe risco saúde pública

Estudo da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra

16 janeiro 2013
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O pão consumido em Portugal contém substâncias tóxicas produzidas por fungos, as micotoxinas, mas “em níveis inferiores aos limites máximos” estabelecidos pela Comissão Europeia, revela um estudo desenvolvido por investigadores da Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (FFUC).
 

“À exceção de algumas amostras de broa de Avintes”, as “amostras de pão recolhidas em todo o país, de Bragança ao Algarve” revelaram a presença de micotoxinas, mas em “níveis inferiores aos limites máximos estabelecidos pela Comissão Europeia”, refere uma nota distribuída pela Universidade de Coimbra (UC), à qual a agência Lusa teve acesso.
 

O estudo revela que o consumo de broa de Avintes é seguro, pois “a ingestão diária estimada” deste tipo de pão é “muito inferior à ingestão diária tolerável estabelecida” por entidades internacionais, designadamente pela autoridade europeia de segurança alimentar”, disse, à agência Lusa, a investigadora Celeste Lino.
 

A coordenadora da equipa de investigação acrescentou ainda que “apenas um número muito reduzido” das amostras analisadas ultrapassa “os limites máximos estabelecidos” para um tipo de micotoxinas, a ocratoxina A.
 

Os níveis de micotoxinas presentes na broa de Avintes resultam essencialmente da sua “composição complexa”, baseada no milho. No entanto, Celeste Lino afirma que “não há motivo para alarme”.
 

Um vez que o pão é “um dos bens essenciais”, a matéria-prima utilizada na sua confeção deverá ser controlada de modo a “minimizar a entrada das micotoxinas na cadeia alimentar e, consequentemente, evitar o surgimento de patologias associadas”, acrescentou a investigadora.
 

O facto de boa parte dos cereais que entram na composição do pão fabricado em Portugal serem importados dificulta esse controlo e a deteção da origem das micotoxinas, reconhece Celeste Lino, adiantando, que o estudo que coordenou não se debruçou sobre a influência de cada tipo de cereal no desenvolvimento daqueles fungos.
 

“As condições climatéricas e de armazenamento são cruciais para o desenvolvimento de fungos produtores de ocratoxina A, uma micotoxina nefrotóxica, hepatotóxica, e possivelmente carcinogénica”, adverte a especialista.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 

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