Prémios Pfizer 2014: divisão celular e leucemias

Prémios no montante de 20 mil euros

11 dezembro 2014
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Os Prémios Pfizer de Investigação distinguem este ano trabalhos sobre um novo mecanismo de controlo da divisão celular e as potencialidades de tratamentos de leucemias.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que as equipas lideradas pelos investigadores Hélder Maiato, do Instituto de Biologia Molecular e Celular do Porto, e Henrique Veiga-Fernandes, do Instituto de Medicina Molecular de Lisboa, foram premiadas na categoria de Investigação Básica, enquanto a de João Taborda Barata foi premiada na categoria de Investigação Clínica.
 

O grupo de Hélder Maiato demonstrou que a região central das células em divisão é capaz de medir a posição dos cromossomas, estabelecendo um novo paradigma no controlo da divisão celular. O mecanismo atrasa um dos últimos passos da divisão celular – a formação dos novos núcleos – para garantir que os cromossomas se distribuem corretamente entre as células-filhas.
 

Para o investigador, "perceber a divisão celular permite descodificar uma base comum essencial para a vida de todos os organismos, com fortes implicações para a saúde humana".
 

Por outro lado, a equipa liderada pelo investigador Henrique Veiga-Fernandes identificou uma proteína, a RET, em células estaminais da medula óssea e do cordão umbilical, que melhora o seu funcionamento, o que pode contribuir para o sucesso de transplantes em doentes com leucemia ou linfomas.
 

João Taborda Barata e a sua equipa descobriram como impedir a evolução de um tipo de leucemia frequente em crianças, a leucemia linfoblástica aguda de células T (LLA-T), através da utilização de um composto farmacológico, o que abre portas ao desenvolvimento de um tratamento alternativo ao existente.
 

O composto, PF-004777736, foi usado em doentes para inibir o gene CHK1, cuja atividade aumenta neste tipo de leucemia, tendo os investigadores verificado que induzia a morte de células LLA-T, sem afetar as células T normais.
 

De acordo com João Taborda Barata, o gene CHK1 constitui "um novo alvo molecular para potencial intervenção terapêutica em leucemia pediátrica".
 

Na edição de 2014, foram avaliados 72 trabalhos – 51 de investigação básica e 21 de investigação clínica.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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