Prémio Pfizer distingue investigadora da UTAD
18 janeiro 2002
  |  Partilhar:

A possibilidade de estudar os tumores mamários da mulher utilizando a cadela como modelo comparativo é a principal conclusão do estudo da professora Felisbina Queiroga, galardoado com o Prémio Pfizer Ciências Veterinárias 2001.
 

 

O trabalho "Tumores mamários caninos - pesquisa de novos factores de prognóstico" foi reconhecido de forma unanime pelo júri da Sociedade Portuguesa de Ciências Veterinárias que salientou o contributo do trabalho no domínio do prognóstico numa área importante da patologia em animais de companhia e relevância em medicina comparada.
 

 

Felisbina Queiroga, 33 anos, possui o mestrado em Oncologia e é há cinco anos docente do Departamento de Patologia e Clínicas Veterinárias da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).
 

 

A investigação, que faz parte do projecto de mestrado da professora, foi desenvolvida no Instituto de Oncologia do Porto.
 

 

Tratou-se de um trabalho envolvendo 57 cadelas, das quais 36 possuíam cancros malignos, supervisionado pelo director do Serviço de Anatomia Patológica do Instituto.
 

 

Modelo comparativo
 

 

 

Para Felisbina Queiroga, a principal importância da pesquisa é o facto de os tumores mamários mais frequentes em canídeos poderem constituir um modelo comparativo para o estudo do cancro da mama da mulher.
 

 

A investigadora referiu que em medicina veterinária se tem assistido a um esforço crescente na tentativa de acrescentar aos factores de prognóstico clássicos, nomeadamente tamanho do tumor e presença de ulceração, novos parâmetros, de natureza molecular, que auxiliem a decisão clínica, à semelhança do verificado em medicina humana.
 

 

Para a responsável deste trabalho emerge como potencial factor de prognóstico para os tumores mamários caninos a Densidade de Microvascularização Tumoral.
 

 

"Tal como acontece nos tumores da mama da mulher, o número de pequenos vasos no interior do tumor surge associado a uma maior malignidade e também a uma maior capacidade invasiva por parte do tumor", salientou.
 

 

Segundo a professora, estes resultados deixam em aberto a possibilidade de serem realizados estudos futuros com vista à melhor compreensão dos mecanismos de angiogenese tumoral (capacidade de formação de rede vascular) nos tumores mamários da mulher utilizando a cadela como modelo comparativo.
 

 

Para a investigadora, a utilização de cadelas na investigação do cancro mamário nas mulheres é muito mais viável que a utilização de ratinhos fémeas, como tem acontecido até agora.
 

 

Nestes animais, «os tumores são induzidos, não são naturais, enquanto que nas cadelas eles são expontâneos, tal como acontece nos humanos", explicou.
 

 

Fonte: Lusa
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.