Prémio europeu de biologia molecular distingue dois cientistas portugueses

Investigadores vão receber bolsa anual de 50 mil euros

13 dezembro 2013
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O Prémio de Instalação do European Molecular Biology Organization (EMBO) foi atribuído a dois jovens cientistas portugueses, os quais vão receber uma bolsa no valor de 50 mil euros anuais por um período de até cinco anos.

 

Este prémio atribuído a Raquel Oliveira, do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), e Edgar Gomes, do Instituto de Medicina Molecular (IMM), vai permitir que estes cientistas entrem na “prestigiada rede dos melhores investigadores europeus", refere um comunicado conjunto dos dois organismos, ao qual a agência Lusa teve acesso.

 

Raquel Oliveira foi distinguida pelo seu trabalho sobre a influência da morfologia dos cromossomas na divisão da células, o que permitirá perceber como surgem os defeitos e anomalias na divisão celular que originam problemas como o cancro, doenças genéticas ou infertilidade.

 

"É frequentemente assumido que os cromossomas possuem um papel passivo durante a divisão celular e este projeto pretende desafiar esta visão passiva dos cromossomas e investigar como a sua morfologia forma uma parte integrada da divisão e dos mecanismos envolvidos no processo", explicou Raquel Oliveira.

 

Para a cientista, que com o prémio conseguirá continuar os seus estudos nesta área, o seu projeto "tem o potencial de redefinir o papel dos cromossomas no processo da sua própria separação e o seu contributo para a divisão nuclear".

 

Quanto ao investigador Edgar Gomes foi premiado com um projeto de estudo das ligações entre os núcleos e o citoesqueleto das células.

 

"O maior compartimento celular é o núcleo. Dentro do núcleo encontra-se armazenado o nosso material genético. O núcleo está diretamente ligado ao esqueleto da célula (citoesqueleto) e essa ligação é importante para o posicionamento do núcleo. Os problemas existentes nas ligações entre o núcleo e o citoesqueleto são a causa de múltiplas doenças", explicou o cientista.

 

Edgar Gomes considerou o reconhecimento da EMBO "uma grande honra" por "permitir identificar os processos pelos quais o núcleo se liga ao citoesqueleto e como é que o núcleo de posiciona dentro das células".

 

Esta é a quarta vez que a EMBO distingue cientistas do Instituto Gulbenkian de Ciência e o quinto prémio atribuído a investigadores do Instituto de Medicina Molecular.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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