Prémio Descartes promove colaboração científica europeia

Vencedor é conhecido dia 5 de Dezembro

20 novembro 2002
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Explicar as catástrofes naturais a partir do interior da Terra ou desenvolver novos medicamentos para a esclerose múltipla são objectivos de dois dos dez projectos finalistas ao Prémio Descartes, que promove a colaboração científica europeia.
 

 

O vencedor do Prémio Descartes 2002, no valor de um milhão de euros (cerca de 200 mil contos), vai ser conhecido a 05 de Dezembro, numa cerimónia realizada na Agência Europeia de Patentes (EPO, sigla em inglês), em Munique (Alemanha).
 

O objectivo deste galardão, que vai já na sua terceira edição, é promover a investigação no espaço comunitário resultante de uma cooperação transnacional.
 

 

"O prémio representa uma importante oportunidade para os cientistas europeus terem o reconhecimento público que merecem pelas suas descobertas", sublinha um comunicado da Direcção Geral da Investigação da Comissão Europeia, que promove esta iniciativa.
 

 

Com o propósito de dar visibilidade pública ao trabalho científico e destacar a sua importância no quotidiano, o prémio Descartes distingue projectos que respondam às preocupações dos cidadãos e contribuam para a competitividade europeia.
 

 

De um total de 108 candidaturas (um recorde desde a criação do prémio em 2000), foram seleccionados dez projectos finalistas.
 

 

Ciências da Informação, Medicina, Química, Física e Engenharia são as áreas do conhecimento mais bem representadas nesta 3/a edição do prémio.
 

 

O vencedor será escolhido por um júri constituído por personalidades que se distinguiram nos mais variados campos científicos, na vida académica, pública ou empresarial, presidido por Yves Michot, antigo presidente da empresa aeroespacial Matra.
 

 

Um dos temas centrais a discutir durante a cerimónia de entrega dos prémios, na presença do comissário europeu para a Investigação Philippe Busquin, será a importância da propriedade intelectual dos investigadores.
 

 

"Proteger a propriedade intelectual europeia é essencial para garantir que a investigação beneficia todos os cidadãos", realçou o comunicado da Comissão Europeia.
 

 

As maiores explosões do Universo desde o Big Bang, a abertura do monopólio masculino da vida pública às mulheres ou as reacções químicas que ajudam a compreender os padrões da natureza são outros dos temas de projectos que se posicionam na recta final do prémio Descartes 2002.
 

 

Em 2001, o prémio Descartes foi atribuído ex-aequo a um trabalho sobre o desenvolvimento de novos fármacos contra o vírus da imunodeficiência humana e a um estudo visando racionalizar a produção de químicos industriais.
 

 

Fonte: Lusa
 

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