Prémio Corino de Andrade distingue Fundação Gulbenkian

«As distinções não se agradecem, honram-se.» - Rui Vilar

16 janeiro 2003
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A fundação Calouste Gulbenkian foi contemplada com o Prémio Corino de Andrade, instituído pelo Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos para perpetuar o nome do médico que identificou a "doença dos pezinhos".
 

 

Este prémio, sem valor pecuniário, pretende distinguir anualmente pessoas ou instituições não médicas que se tenham notabilizado pela prestação de serviços relevantes à medicina.
 

 

Após ter recebido o galardão de bronze em forma de livro, da autoria do escultor José Rodrigues, o presidente da fundação Calouste Gulbenkian, Rui Vilar, afirmou sentir a "sensação do dever cumprido" e "muita honra por a Fundação ter sido a primeira a ser contemplada com este prémio".
 

 

"As distinções não se agradecem, honram-se. A Fundação Gulbenkian continuará a responder de forma atenta e evolutiva às renovadas exigências do sector da saúde e da investigação médica em Portugal", garantiu Rui Vilar.
 

 

Apesar do orçamento da Fundação ter diminuído em dois por cento, Rui Vilar frisou que "o apoio às actividades aumentou cinco por cento" e que "não haverá qualquer restrição".
 

 

Dos 97,5 milhões de euros do Orçamento da instituição, 10 por cento (cerca de 12 milhões de euros) são destinados "a projectos bem definidos e elaborados na área da saúde", acrescentou o presidente da Fundação Gulbenkian.
 

 

O médico e investigador Corino de Andrade notabilizou-se por ter identificado a paramiloidose, universalmente conhecida por doença de Corino Andrade e também por "doença dos pezinhos" em Portugal.
 

 

O trabalho desenvolvido pelo investigador português esteve sempre associado à Fundação, que participou activamente na criação do Centro de Estudos de Neuropatologia no Hospital de Santo António, criando condições para a caracterização e diagnóstico da paramiloidose.
 

 

A fundação participou também activamente na apoio à aquisição do primeiro microscópio electrónico montado pelo centro de Citologia Experimental da Universidade do Porto e na criação do Instituto de ciências Biomédicas Abel Salazar, entre outros projectos que contaram com o empenhamento de Corino de Andrade.
 

 

Nesta cerimónia estiveram também presentes o Governador Civil do Porto, Manuel Moreira, o presidente da Ordem dos Médicos, Germano de Sousa, o presidente da Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos, Miguel Leão, e o professor Falcão Freitas, amigo pessoal de Corino de Andrade, que não compareceu na cerimónia por motivo de doença.
 

 

Fonte: Lusa

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