Preferências estéticas vêm do berço

Recém-nascidos gostam de caras bonitas

09 dezembro 2004
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Os bebés recém-nascidos, assim como os adultos, preferem olhar para caras bonitas, segundo um estudo britânico.
 

 

 

A investigação da Universidade de Exeter, na Grã-Bretanha, mostra que os bebés nascem com preferências que os ajudam a entender o novo ambiente em que se encontram.
 

 

 

Foram apresentadas duas imagens em simultâneo aos bebés, uma com um rosto tido como bonito, outra, um rosto tido como pouco atraente.
 

 

 

Os investigadores disseram que os bebés passaram mais tempo a olhar para a cara mais atraente.
 

 

 

«Os bebés nascem com um entendimento pormenorizado do rosto humano», explicou à BBC Alan Slater, psicólogo da Universidade de Exeter, acrescentando que este facto ajuda-os a reconhecer as caras familiares, especialmente a da mãe, e a entenderem o mundo à sua volta.
 

 

 

Os recém-nascidos fazem isso, segundo os cientistas, apesar de possuírem uma visão embaciada. «O rosto da mãe parece fora de foco para o recém-nascido, mas ele consegue diferenciá-lo do de outras mulheres 15 horas após o seu nascimento», disse Slater.
 

 

 

Em média, segundo o cientista, os bebés passam 80 por cento do tempo a olhar para o rosto atraente do par de imagens mostradas. Os bebés usados no estudo tinham uma média de dois dias de vida, embora alguns tivessem apenas algumas horas.
 

 

 

«A beleza não está apenas nos olhos de quem vê, mas sim no cérebro do recém-nascido desde o momento do nascimento. Talvez mesmo antes disso», assegurou o cientista.
 

 

 

Os investigadores também descobriram que os recém-nascidos parecem ter certas preferências musicais. A experiência consistia em colocarem uma fita vermelha em frente dos bebés, e de cada vez que os recém-nascidos olhavam para a fita, era tocada uma música. Quando olhavam para outro lado, a música era desligada.
 

 

 

Verificaram então que os recém-nascidos gostavam das Quatro Estações de Vivaldi, mas se a mesma música fosse tocada de trás para frente, já não apreciavam tanto.
 

 

Paula Pedro Martins
 

 

 

Jornalista
 

 

 

MNI- Médicos na Internet
 

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