Preferência por refrigerantes é cultural

Memória explica predilecção por Pepsi ou Coca-Cola

26 outubro 2004
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 Cientistas que investigavam a preferência das pessoas pelos refrigerantes Coca-Cola ou Pepsi disseram que a predilecção tem mais a ver com as influências culturais presentes na memória, como publicidades, do que com o gosto das bebidas.  Um grupo de cientistas de uma faculdade de medicina da cidade de Houston, nos Estados Unidos, chegou a essa conclusão ao analisar a reacção do cérebro de voluntários a uma bebida ou outra. A reacção foi diferente quando as pessoas sabiam ou não o nome das marcas, e a tomografia cerebral mostrou que, em alguns casos, as áreas do cérebro relacionadas a mudanças de comportamento com base em emoções tiveram uma forte reacção quando o voluntário sabia qual refrigerante estava a beber. De acordo com os cientistas, as escolhas dessas bebidas são baseadas nas «imagens visuais e mensagens de marketing que se insinuaram no sistema nervoso dos seres humanos que consomem refrigerantes». Embora os cientistas acreditassem há muito tempo que as mensagens culturais afectassem a percepção do gosto, não havia estudos científicos que comprovassem esse efeito, segundo os investigadores. As descobertas sobre os efeitos das informações culturais sobre o cérebro têm implicações médicas importantes. «Existe literalmente uma crise crescente de obesidade, de diabetes tipo dois e de todas as sequelas que resultam directamente de um consumo exagerado de calorias», escreveram no jornal de medicina Neuron. «Agora, existe uma forte suspeita de que uma das grandes causas disso seja o consumo de refrigerantes como esses.» Além das implicações de estudar os efeitos sobre a saúde das preferências de tomar refrigerantes, os cientistas decidiram usar Coca-Cola e Pepsi porque - embora as duas bebidas sejam quase idênticas física e quimicamente - as pessoas escolhem uma delas. Então, as duas bebidas tornam-se excelentes objectos para estudos experimentais.No estudo, os cientistas determinaram a preferência de 67 voluntários, com perguntas e com testes feitos com os olhos vendados. Foi dado às pessoas goles de uma bebida ou da outra, na medida em que as submetiam a tomografias de ressonância magnética. Na experiência, goles da bebida foram precedidos de dicas anónimas ou imagens de Coca-Cola ou Pepsi. Os investigadores constataram que não havia influência do conhecimento da marca no caso da Pepsi, mas constataram que havia grande influência no caso da Coca-Cola. O estudo concluiu que os resultados do estudo indicam que os dois sistemas separados do cérebro - um que envolve o sabor e outro que lembra diferenças culturais - determinam as preferências. Traduzido e adaptado por:Paula Pedro MartinsJornalistaMNI-Médicos Na Internet 

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