Prefere dormir... a fazer amor?

Homens ingleses respondem e cientistas dão uma ajuda

14 setembro 2003
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Tendo em conta as conversas de muitos elementos da população masculina, esta notícia pode não fazer nenhum sentido. Segundo uma prospecção de mercado feita por uma empresa britânica fabricante de vitaminas, os homens podem pensar muito em sexo, mas, na verdade, ao fim de um dia de trabalho, eles estão cansados demais para as relações sexuais na vida real.
 

 

Adianta o estudo, que caso os homens pudessem ficar mais uma hora na cama, a maioria destes - profissionalmente activos - preferiria passar esse tempo a dormir.
 

 

E não restam dúvidas. Mais de 50 por cento dos entrevistados disseram estar cansados demais para actividades sociais ou para ter relações sexuais depois de um dia de trabalho.
 

 

Mas, no que toca aos pensamentos, a coisa muda de figura. A maioria dos entrevistados admite não estar cansada demais para fantasiar sobre sexo - mesmo em horas pouco apropriadas como, por exemplo, durante as reuniões de negócios.
 

 

A pesquisa afirma ainda que mais de seis em cada dez homens dizem que o trabalho é a actividade que mais exige tempo e energia.
 

 

Como consequência de uma vida stressante, as práticas sexuais acabam por ser sintomáticas de todo o resto. Revela o estudo que mais de 75 por cento dos homens não conseguem ficar alerta durante todo o dia de trabalho. E sobre a alimentação, nada de bom. Cerca de 70 por cento dos 650 entrevistados admitiram não se alimentar apropriadamente.
 

 

Mais power
 

 

E dado à actual situação social, não é por acaso que o famoso comprimido azul - destinado a combater problemas de impotência - se tem tornado um verdadeiro sucesso de vendas.
 

 

A verdade é que as disfunções sexuais - transversais a todas as sociedades e épocas - tem alimentado mitos e crenças populares sobre os poderes de determinadas plantas.
 

 

Mas, desta vez, uma raíz de uma árvore da África do Sul - usada há séculos por homens em busca de mais potência sexual - pode tornar-se a base de um novo medicamento concorrente do Viagra.
 

 

Cientistas acreditam que conseguiram isolar o princípio activo encontrado na raiz de um espécie de violeta – que tradicionalmente é mastigada pelas tribos que a usam – e pretendem agora patenteá-la.
 

 

Segundo os investigadores da Universidade de Pretória, na África do Sul, o agente químico encontrado na planta conseguiu relaxar o tipo de músculo do pénis, o que favorece a passagem de sangue e, consequentemente, a erecção.
 

 

E se os cientistas ficaram felizes por ser possível provar os benefícios da planta, o contentamento estendeu-se também aos curandeiros e feiticeiros tradicionais das tribos africanas vão. É que, além de terem o reconhecimento de algo que já usavam há séculos, também vão beneficiar com o lucro da venda do futuro medicamento.
 

 

Um fármaco baseado nas raízes africanas demorará pelo menos mais três anos para começar a ser testado em seres humanos e, então, pelo menos mais dois antes de ser produzido comercialmente.
 

 

Paula Pedro Martins
 

Jornalista
 

MNI-Médicos Na Internet
 

 

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