Predisposição para certas doenças: testes poderão sobrecarregar SNS

Declarações da coordenadora nacional do PACITA

21 janeiro 2014
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O recurso a testes para confirmar a predisposição para certas doenças pode conduzir a uma sobrecarga do Serviço Nacional de Saúde, defende a investigadora de biologia e medicina Mara Almeida.
 

A notícia avançada pela agência Lusa refere que a coordenadora nacional do projeto europeu PACITA, destinado a aumentar a capacidade e melhorar os meios institucionais na formulação de políticas para questões que envolvam ciência, tecnologia e inovação, considerou que este é apenas um dos aspetos que envolvem a matéria genómica e a saúde pública.
 

No âmbito de um encontro que decorreu semana passada na Assembleia da República, que pretende lançar a discussão política relativamente à temática da genómica humana (estudo do genoma humano que inclui a determinação da sequência completa do material genético e saúde pública), Mara Almeida referiu que são muitos os desafios nesta área.
 

A coordenadora do projeto deu o exemplo dos testes preditivos, que algumas empresas – nacionais e internacionais – apresentam como capazes de identificar a predisposição para algumas doenças.
 

De acordo com Mara Almeida, os utentes podem querer confirmar os resultados junto dos médicos dos centros de saúde e hospitais, o que pode levar a uma sobrecarga destes serviços públicos. Mas existem mais questões para as quais os decisores políticos têm de ter uma resposta, como a forma de usar a sequenciação do genoma humano.
 

“Vai chegar uma altura em que qualquer unidade de saúde poderá sequenciar o material genético (DNA). É preciso abordar questões como os custos, as questões éticas, o seu contexto”, disse.
 

No evento estiveram presentes deputados de diferentes Estados-membros da União Europeia, do Parlamento Europeu, investigadores e especialistas nacionais e europeus.

 

O encontro contou também com a presença de diversas instituições na área da saúde e investigação, como Constantino Sakellarides, da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP), João Lavinha, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), ou Jorge Sequeiros, do Centro de Genética Preditiva e Preventiva.

 

O evento contará ainda com a presença de associações de doentes, como a Aliança Portuguesa de Associações das Doenças Raras e a Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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