Pré-eclampsia: teste hormonal pode indicar risco

Estudo da Universidade de Erasmus

01 junho 2016
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Um teste sanguíneo adicional pode prever com precisão quais as mulheres grávidas com função tiroideia elevada que estão em risco de desenvolver pré-eclampsia, dá conta um estudo apresentado no Congresso Europeu de Endocrinologia.
 

O estudo levado a cabo pelos investigadores da Universidade de Erasmus, na Holanda, poderá ajudar a identificar as mulheres grávidas que se encontram em risco elevado e a evitar tratamentos potencialmente desnecessários associados a riscos de problemas fetais.
 

A pré-eclampsia é uma condição que ocorre durante a segunda metade da gravidez e é caracterizada por pressão arterial elevada e presença de proteína na urina. Esta condição ocorre em cerca de dois a oito por cento das gravidezes e, em alguns casos, conduz a complicações sérias tanto para a mãe como para a criança, incluindo convulsões, insuficiência renal, hemorragia e parto prematuro.
 

Um dos fatores de risco para a pré-eclampsia é o hipertiroidismo, que pode ser causado por condições como doença de Graves ou nódulos tóxicos da tiroide. Contudo, níveis elevados de hCG, uma hormona que aumenta naturalmente durante a gravidez, também conduzem a um aumento da função tiroideia. No entanto, este tipo de gravidez associada ao hipertiroidismo não está associado a um risco aumentado de pré-eclampsia.  
 

Uma vez que os fármacos utilizados no tratamento do hipertiroidismo durante a gravidez estão associados a um risco de anomalias fetais, é importante distinguir entre uma tiroide excessivamente ativa devido à hormona hCG ou aquela associada às condições convencionais.
 

No estudo foram medidas as hormonas de 5.153 mulheres antes da décima oitava semana de gravidez. Verificou-se que as mulheres com elevados níveis da hormona da tiroide e com baixos níveis de hCG apresentavam um risco entre três a oito vezes maior de desenvolver pré-eclampsia. Contudo, quando os níveis da hormona da tiroide e da hCG eram elevados, as mulheres não tinham um risco aumentado de desenvolver a condição. Para esta análise os investigadores tiveram em conta fatores como a idade, hábitos tabágicos, nível de educação, etnia, bem como o sexo do bebé.
 

Tim Korevaar, o líder do estudo, refere que as mulheres poderão ter níveis da hormona da tiroide elevados devido a um aumento natural da hCG, e não resultante de uma condição subjacente à tiroide, como a doença de Graves ou nódulos tóxicos.
 

Com base nestes resultados, o investigador conclui que a medição da hCG durante a gravidez pode ajudar os médicos a interpretar mais corretamente os testes da função da tiroide nas mulheres grávidas e a evitar tratamentos desnecessários.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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