Pré-eclâmpsia relacionada ao aparecimento da síndrome metabólica vários anos depois do parto

Estudo apresentado na revista “Hypertension”

08 setembro 2008
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A pré-eclâmpsia pode aumentar os riscos de problemas cardiovasculares na mulher, muitos anos após a sua manifestação, aponta um estudo publicado na revista “Hypertension”.
 

 

A pré-eclâmpsia é caracterizada por tensão arterial elevada (hipertensão) acompanhada pela eliminação de proteínas pela urina (proteinúria) ou de retenção de líquidos (edema) que ocorre entre a 20.ª semana de gravidez e o final da primeira semana depois do parto.
 

 

Num estudo realizado no Hospital da Universidade de Helsínquia, Finlândia, os especialistas avaliaram 28 mulheres não-obesas que sofreram de pré-eclâmpsia grave durante a gravidez, comparando-as com 20 mulheres que tiveram uma gravidez normal. Os cientistas verificaram uma associação entre a sensibilidade à insulina e vasodilatação nas mulheres e o histórico de pré-eclâmpsia.
 

 

O estudo destaca que essa complicação pode deixar as mulheres mais sensíveis ao ganho de peso e ao aumento da relação cintura-anca, levando à resistência à insulina, que aumenta os riscos de aterosclerose. Por isso, advertem os investigadores, “essas mulheres deveriam ser avaliadas regularmente quanto à pressão arterial, aos níveis de colesterol e de glicose”.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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