Pré-eclampsia: desenvolvido possível tratamento

Estudo publicado no “Proceedings of the National Academy of Sciences”

16 dezembro 2016
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O tratamento de um tipo de leucócitos com hormonas poderá melhorar o desenvolvimento da placenta nas mulheres com complicações na gravidez, sugere um estudo publicados no “Proceedings of the National Academy of Sciences”.
 
A pré-eclampsia, uma condição que afeta algumas mulheres grávidas, resulta de mau desenvolvimento dos vasos sanguíneos maternos na placenta, conduzindo a um crescimento fetal deficiente. 
 
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a pré-eclampsia é uma das principais causas de morbidade e mortalidade materna e fetal, tanto no mundo desenvolvido como no em desenvolvimento, ocorrendo em cerca de dois a oito por cento de todas as gravidezes.
 
Neste estudo, os investigadores da Universidade de Londres, no Reino Unido, analisaram um tipo de leucócitos que atuam como primeira linha de defesa contra infeções, os neutrófilos, e descobriram que estes estão envolvidos na manutenção de uma gravidez saudável.
 
O estudo analisou e comparou o sangue de mulheres grávidas saudáveis e com pré-eclampsia. Verificou-se que no sangue das mulheres saudáveis os neutrófilos interagiam com os linfócitos T, um outro tipo de leucócitos que são essenciais para o sistema imunitário. No entanto, observou-se que nas mulheres com pré-eclampsia os neutrófilos não interagiam com os linfócitos T.
 
De acordo com os autores do estudo, há sinais que, nas mulheres saudáveis, os neutrófilos ajudam o linfócitos T a promover o crescimento dos vasos sanguíneos dando origem a um desenvolvimento normal da placenta. Desta forma, estes achados sugerem que este processo pode funcionar como um potencial alvo terapêutico para as complicações na gravidez.
 
Os investigadores realizaram experiências in vitro, onde trataram neutrófilos de mulheres com pré-eclampsia com as hormonas da gravidez progesterona e estriol. Observou-se que os neutrófilos começaram a interagir normalmente com os linfócitos T. 
 
Através de testes realizados em ratinhos grávidos com pré-eclampsia, os investigadores descobriram que se os neutrófilos fossem submetidos ao mesmo tratamento hormonal e reinfundidos no animal, o desenvolvimento placentário voltava ao normal.
 
Suchita Nadkarni, uma das autoras do estudo, refere que no caso de estes achados serem replicados em humanos talvez seja possível ter um desenvolvimento normal da placenta nas mulheres grávidas diagnosticadas com pré-eclampsia.
 
A cientista refere que estes achados também fornecem mais informação sobre a forma como o sistema imune materno funciona durante a gravidez e por que motivo em alguns casos pode não funcionar e conduzir a complicações. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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