Pré-eclampsia aumenta risco de complicações pós-parto

Estudo publicado na revista “The Obstetrician & Gynaecologist”

15 janeiro 2013
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As mulheres com pré-eclampsia apresentam um maior risco de complicações pós-parto e deveriam ser monitorizadas ao longo de 72 horas, sugere um artigo de revisão publicado na revista “The Obstetrician & Gynaecologist”.
 

Após um parto sem complicações, maioria das mulheres têm um aumento da pressão arterial no período pós-parto. Caso a hipertensão se mantenha, esta pode tornar-se uma condição potencialmente mortal.
 

O estudo liderado por Catherine Nelson-Piercy, do St Thomas’ Hospital, no Reino Unido, refere que as mulheres que se encontram em maior risco de desenvolver hipertensão pós-natal são aquelas que sofreram de hipertensão induzida pela gravidez ou pré-eclampsia. Contudo, as mulheres podem também desenvolver hipertensão após um parto sem fatores de risco. Os sintomas incluem dores de cabeça, distúrbios visuais, náusea e vómitos.
 

Neste estudo de revisão os investigadores analisaram os resultados de outros estudos que incluíram a participação de mulheres que tinham sido readmitidas no hospital no período pós-natal e tinham sido diagnosticadas com pré-eclampsia. Os autores concluíram que nestes casos havia uma alta taxa de incidência de complicações: 16% das mulheres foram diagnosticadas com eclampsia, 9% com edema pulmonar, tendo-se ainda registado uma morte.
 

Os autores do estudo alertam para a necessidade de vigilância prolongada no período pós-parto e para a importância de investigar os sintomas reportados pelas mulheres que se encontram em risco.
 

Adicionalmente, os investigadores concluem que as mulheres com risco aumentado de hipertensão deveriam tomar aspirina de baixa dosagem e serem submetidas a um maior controlo da pressão arterial numa futura gravidez.
 

“As mulheres com pré-eclampsia devem ser encorajadas a atrasar a alta e monitorizar a pressão arterial durante as primeiras duas semanas. Seis semanas após o parto devem ter uma consulta médica. Se os sintomas persistirem é provável que haja uma causa subjacente”, conclui, um dos autores do estudo, Jason Waugh.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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