Prática perigosa na prescrição de paracetamol a crianças

Estudo publicado na revista “British Journal of Clinical Pharmacology”

26 maio 2011
  |  Partilhar:

Investigadores das universidades escocesas de Aberdeen e Edimburgo, Reino Unido, asseguram que os médicos hesitam em prescrever paracetamol a crianças após verificarem que se prescrevem, com frequência,  doses inadequadas para a idade da criança.

 

Segundo sugere um estudo publicado na revista “British Journal of Clinical Pharmacology ", os autores advertem que, em virtude da dose utilizada, este fármaco pode ser insuficiente para o alívio da dor ou prejudicial para o fígado, se for administrado em doses superiores às recomendadas. “Dar a dose correcta pode ser ainda mais complicado, especialmente considerando que os pais podem dar aos seus filhos o paracetamol que quiserem ", disse James McLay, autor do estudo, lamentando estes comportamentos, já que, no caso das crianças deve ter-se em conta tanto a idade, como o peso na hora de dar o paracetamol.

 

Para o estudo, os investigadores analisaram os números da base de dados do “Scottish Practice Team Information” de 2006, onde constavam 35.839 crianças (pacientes), desde o nascimento aos 12 anos, dos quais 2.761 tinham recebido 4.423 prescrições de paracetamol nesse mesmo ano. No entanto, os investigadores observaram que quase uma em cada 20 crianças recebeu uma dose maior, uma proporção que subiu para uma em cada quatro crianças com menos de três anos. Ao mesmo tempo, cerca de 25% das crianças, dos seis aos 12 anos, recebeu uma dose mais baixa do que a recomendada. O estudo também verificou que uma em cada oito receitas médicas não especificava a dose a utilizar.

 

"Este estudo é o primeiro a analisar os padrões de prescrição de paracetamol pelos médicos de clínica geral e os resultados são preocupantes, já que mais de metade das prescrições não cumpria as recomendações das directrizes da prática clínica”.

 

A equipa de cientistas acredita que os profissionais de saúde desempenhem um papel importante em ajudar os seus pacientes, dando indicações de toma deste e de outros fármacos, de forma racional e segura, apelando também a uma maior sensibilização para evitar que se pense que o uso deste fármaco é inócuo em crianças.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Classificações: 2Média: 5
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.