Prática de exercício físico aumenta memória dos idosos

Estudo publicado na revista “PNAS”

04 fevereiro 2011
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A prática de exercício aeróbio moderado durante um ano pode melhorar a memória dos idosos, revela um estudo publicado na revista “PNAS”.

 

Neste estudo, que teve a participação da University of Pittsburgh, University of Illinois, Rice University, e da Ohio State University, os investigadores contaram com a participação de 120 idosos sedentários, que não manifestavam demência mas que apresentavam atrofia do hipocampo, uma estrutura cerebral que desempenha um papel fundamental na formação de memória.

 

Os investigadores, liderados por Kirk Erickson, dividiram os idosos em dois grupos distintos: uns que começaram a fazer caminhadas durante 40 minutos por dia, três vezes por semana, e um outro grupo que se limitava a fazer exercícios de alongamentos e tonificação. Todos os participantes foram submetidos a uma ressonância magnética antes do início do programa físico, após seis meses e ao fim de um ano de estudo.

 

O estudo revelou que os participantes que tinham praticado exercício aeróbio apresentavam um aumento no volume do hipocampo esquerdo e direito de 2,12 % e 1,97 %, respectivamente. Para os que se limitaram a praticar exercícios de alongamento, as mesmas regiões do cérebro diminuíram em volume, 1,40 e 1,43 %, respectivamente.

 

Os investigadores explicaram que os participantes que tinham praticado exercício aeróbio apresentaram um aumento da função da memória, quando comparada com a obtida no início do estudo, uma melhoria que foi associada ao aumento do tamanho do hipocampo. Os autores do estudo também analisaram vários biomarcadores associados à função cerebral incluindo o factor neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), uma pequena molécula envolvida na aprendizagem e na memória. Foi constatado que o aumento do volume do hipocampo está associado a um aumento do BDNF.

 

Em comunicado enviado à imprensa, Art Kramer, director do instituto de Beckman da University of Illinois revelou que “os resultados do estudo são particularmente interessantes na medida em que sugerem que até mesmo a prática de exercício moderado, por indivíduos idosos sedentários, pode conduzir a melhorias significativas da memória e da saúde do cérebro". Acrescentando que “ estas melhorias têm implicações importantes na saúde dos nossos cidadãos e na população idosa de todo o mundo”

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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