Poucas horas de sono tornam as memórias menos acessíveis em situações de stress

Estudo publicado na revista “SLEEP”

16 julho 2015
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Investigadores suecos demonstraram que o sono não só ajuda na formação de memória de longo prazo, mas também assegura o seu acesso durante períodos de stress cognitivo, dá conta um estudo publicado na revista “SLEEP”.
 
Já está bem estabelecido que durante o sono a informação recentemente aprendida é transferida da memória de curta duração para a de longa duração. No estudo, os investigadores da Universidade de Uppsala, na Suécia, decidiram investigar o papel da duração do sono noturno na transferência de memória e quanto tempo as memórias de longo termo formadas pelo sono permanecem acessíveis após stress cognitivo agudo.
 
Para o estudo, os investigadores contaram com a participação de 15 indivíduos que foram convidados a aprender, à noite, cartões com 15 pares de locais. Metade dos pacientes dormiu quatro horas e a outra metade oito horas. Na manhã seguinte os participantes tentaram recordar o máximo de pares de locais. 
 
O estudo apurou que dormir quatro horas foi tão eficaz na formação de memórias de longo termo como o dormir oito horas. Contudo, os investigadores verificaram que o stress teve um impacto na capacidade de os participantes recordarem o que tinham aprendido. Os participantes foram submetidos a stress agudo durante 30 minutos na manhã, após terem dormido quatro ou oito horas.
 
Os investigadores verificaram que a exposição ao stress, após uma noite de sono curto, reduziu a capacidade de os participantes recordarem os pares em cerca de 10%. Contudo, o stress não influenciou os participantes que tinham dormido ao longo de oito horas.
 
Na opinião dos investigadores estes resultados demonstraram que, em primeiro lugar, apesar da perda de metade de uma noite não prejudicar as funções de memória sob condições basais, a presença de stress pode ser suficiente para conduzir a falhas significativas. Em segundo lugar, intervenções, como atrasar os horários de início da escola e a adoção frequente de horários de trabalho flexíveis, que aumenta o tempo disponível para repor parte do sono para aqueles que habitualmente dormem pouco, poderá melhorar o seu desempenho académico e ocupacional garantindo um ótimo acesso a memórias sob condições stressantes.
 
"Um próximo passo importante será investigar como a perda de sono crónica e um stress mais crónico podem interagir para diminuir a capacidade de recuperar memórias que são consolidadas durante o sono", conclui um dos autores do estudo, Jonathan Cedernaes.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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