Portugueses têm baixa escolaridade

Um em cada quatro não concluiu o 3º ciclo do ensino básico

10 março 2003
  |  Partilhar:

Um quarto da população portuguesa dos 18 aos 24 anos tinha, em 2001, saído antecipadamente do sistema educativo, ou seja, não tinha concluído o 3º ciclo do ensino básico nem se encontrava a frequentar a escola.
 

 

Os dados constam de um estudo do Ministério da Educação realizado a partir de dados do Censos de 2001 e de outros recolhidos pelo Departamento de Avaliação, Prospectiva e Planeamento do gabinete ministerial.
 

 

Os níveis mais baixos de saída escolar antecipada encontram-se sobretudo na região de Lisboa, com os concelhos de Oeiras, Entroncamento, Barreiro, Cascais e Coimbra a ocuparem as cinco primeiras posições.
 

 

Em contrapartida, a região Norte regista os valores mais altos, destacando-se a zona do Tâmega, onde metade dos indivíduos dos 18 aos 24 anos não completaram o 3º ciclo nem se encontravam a frequentar a escola. Os valores mais elevados situam-se nos concelhos de Lousada, Paços de Ferreira, Felgueiras, Cinfães, Marco de Canavezes e Baião.
 

 

O estudo revela também que perto de metade (44 por cento) dos indivíduos dos 18 aos 24 anos residentes no Continente português não concluíram o ensino secundário nem se encontravam a frequentar a escola.
 

 

Nível sócio-económico não está em causa
 

 

No entanto, o nível sócio-económico dos alunos não é o principal responsável pelo abandono escolar. O país não tem um retrato homogéneo, existindo mesmo concelhos pobres com baixas taxas de abandono.
 

 

Em declarações à Lusa, o ministro da Educação, David Justino, afirmou que uma das revelações do estudo é que na questão do abandono escolar «não há nenhum determinismo social».
 

 

«Temos concelhos pobres com baixas taxas de abandono», disse o governante. «Dizer-se que o abandono surge apenas por causa da pobreza não é verdade».
 

Segundo David Justino, uma parte do abandono escolar tem a ver com fenómenos locais, uma vez que o estudo indica elevadas taxas em determinadas zonas que nada têm a ver com outras localidades.
 

 

Os dados agora divulgados revelam, por exemplo, que o abandono escolar é, por vezes, potenciado pelas oportunidades de emprego: «Nas zonas do Tâmega e do Minho tem a ver com a entrada precoce no mercado de trabalho».
 

 

Fonte: Lusa
 

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.