Portugueses solidários na doação de medicamentos

Estima-se que valor ascenda aos 56.000 euros

24 fevereiro 2017
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14.000 medicamentos e produtos de saúde doados no âmbito da IX Jornada de Recolha de Medicamentos
 
A IX Jornada de Recolha de Medicamentos que foi realizada no sábado, 18 de fevereiro, contou com a doação de 14.000 medicamentos e produtos de saúde, noticiou a agência Lusa.
 
As doações dos portugueses daqueles produtos têm um valor estimado em 56.000 euros e irão para os utentes de 100 instituições de solidariedade social, no âmbito da recolha de medicamentos promovida pelo Banco Farmacêutico. A jornada contou com a participação de 220 farmácias de 16 distritos do país, de 600 voluntários e de milhares de portugueses.
 
Em declarações à agência Lusa, a porta-voz do Banco Farmacêutico, Ana Formigal, fez um balanço muito positivo da iniciativa que recolheu mais de 3.500 medicamentos face ao ano anterior. Também aumentou o número de farmácias aderentes (mais 56), o número de voluntários (mais 100), e o número de instituições apoiadas (mais 10).
 
“Estamos muito felizes porque, mais uma vez, se comprovou a generosidade dos portugueses e de todos os intervenientes neste processo”, que se traduziu num “resultado histórico”, disse Ana Formigal.
 
Pela primeira vez, salientou, “alcançámos uma recolha de 14.000 medicamentos e outros produtos de saúde” com os quais “vamos conseguir ajudar muita gente e isso é muito positivo”, frisou. A variedade de produtos doados “é imensa” e vai desde “os clássicos antipiréticos”, até pomadas antibacterianas compressas, antigripais ou antialérgicos.
 
Esta recolha vai beneficiar os utentes de 100 Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS) com valência de apoio na área da saúde. As instituições “vão fazer chegar estes 14.000 medicamentos às pessoas que têm referenciadas e que necessitam deste tipo de produtos para melhorar a sua qualidade de vida e manter a sua saúde”, explicou a responsável.
 
Segundo Ana Formigal, muitos dos medicamentos doados são “bastante caros” e pouco acessíveis às pessoas mais carenciadas. “Houve pedidos para doação por parte das IPSS de produtos relativamente baratos, desde um euro, mas de facto há produtos de sete, oito, nove, 10 e mais euros que as pessoas mais carenciadas não conseguem lá chegar”, adiantou.
 
O Banco Farmacêutico nasceu em Milão de uma colaboração entre a Companhia das Obras e a Associação Lombarda dos Proprietários de Farmácia e tem como missão “ajudar as pessoas mais carenciadas através do fornecimento de medicamentos e de produtos de saúde, em colaboração com as realidades assistenciais que operam localmente”.
 
A iniciativa decorreu pela primeira vez em Portugal em 2009, tendo o Banco Farmacêutico já ajudado instituições de solidariedade social com 74.000 medicamentos e produtos de saúde.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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