Portugueses sofrem de dificuldade de concentração

Problema afecta maioria da população

16 junho 2005
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A grande maioria da população urbana portuguesa tem dificuldade em concentrar-se e esse problema, próprio do ambiente citadino, afecta em especial os adolescentes, indica um estudo do Instituto da Inteligência, com sede no Porto.
 

 

Segundo o estudo, cerca de 78 por cento dos portugueses queixa-se de dificuldade em concentrar-se, subindo este número para 89 por cento quando os inquiridos têm menos de 16 anos.
 

 

Estes resultados foram obtidos a partir de uma avaliação feita em Lisboa e Porto a 350 pessoas, de ambos os sexos, com idades a partir dos 6 anos, entre Janeiro e Abril deste ano.
 

 

Causas
 

 

O elevado índice de distracção notado não difere do existente noutros centros urbanos de outros países desenvolvidos, dada a multiplicidade de estímulos, ruídos e stress que caracterizam a vida quotidiana nas cidades, disse à agência Lusa Nelson Lima, director do Instituto da Inteligência.
 

 

Quanto às consequências do problema, o investigador indicou «o aumento das dificuldades de aprendizagem, erros e acidentes de trabalho e de condução automóvel».
 

 

Além da multiplicidade de estímulos que desviam a atenção outros dos factores também derivam da qualidade das vivências na infância. «Nas escolas actuais, onde é difícil impor disciplina, as crianças não aprendem a concentrar-se e as que o conseguem são prejudicadas severamente pelo excesso de ruído e agitação», lê-se no documento.
 

 

«Também em famílias mal organizadas, onde se gasta muita energia em disputas constantes, as crianças têm dificuldade em desenvolver a concentração e aprender a gerir o fluxo da consciência», assinala.
 

 

Sugestões
 

 

Entre algumas acções específicas para melhorar a atenção, o estudo sugere a promoção de um ambiente calmo em casa, ouvir mais música e ler mais, ver menos televisão, ter hábitos de alimentação saudáveis e «pôr a família a fazer caminhadas em parques e jardins».
 

 

No emprego, o estudo aconselha a simplificação dos processos de trabalho, a redução do número de departamentos e a eliminação ao máximo da burocracia interna.
 

 

Outras sugestões são a obrigatoriedade de pequenos intervalos, em especial nas actividades que exigem maior concentração intelectual ou manual, a utilização de cores suaves nos ambientes de trabalho e de «luz ambiente que não excite os sentidos», e a organização de agendas de trabalho equilibradas.
 

 

Fonte: Lusa
 

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