Portugueses sofrem de carência de iodo

Carência atinge mais as mulheres grávidas

28 janeiro 2011
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Os portugueses têm carência moderada de iodo, sendo que cerca de metade das crianças em idade escolar possuem níveis abaixo do recomendado, revela um estudo, intitulado “Estudo do Aporte do Iodo em Portugal”, realizado pelo Grupo de Estudos da Tiróide da Sociedade Portuguesa de Endocrinologia, Diabetes e Metabolismo.

 

O coordenador do estudo, Edward Limbert, revelou à agência Lusa que esta “carência repercute-se mais nas mulheres grávidas, isto porque durante a gravidez as necessidades de iodo aumentam em cerca de 50 %”. A investigação verificou que 80 % das grávidas portuguesas têm níveis de ingestão de iodo abaixo do recomendado e 20 % apresentam níveis muito baixos.

 

“A carência nas grávidas faz-se sentir muito. Isto tem uma agravante, essas carências moderadas de iodo, como se tem verificado noutros países europeus e em estudos que têm sido feitos para ver quais são as repercussões destas carências, podem dar origem a problemas nas crianças”, revelou.

 

Edward Limbert explicou que “a síntese das hormonas tiróideias depende do iodo, se o iodo baixa - e como essas hormonas têm influência no sistema nervoso do feto - isso pode ter consequências pejorativas que se traduzem depois em problemas de aprendizagem escolar e em défice de atenção nas crianças”.

 

O professor explicou que para aumentar os níveis de iodo “recomenda-se que durante a gravidez, ou mesmo quando pensam engravidar, as mulheres comecem a fazer uma suplementação de iodo”.

 

Quanto à população infantil, o estudo constatou que 46% das crianças, entre os seis e os 12 anos, apresenta níveis de iodo abaixo do recomendado. De acordo com Edward Limbert, a carência de iodo “poderá ter alguma influência no seu desenvolvimento psico-intelectual, mas não há estudos que demonstrem que carências desta natureza são suficientes para provocar alterações nas crianças”.

 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde é necessário que se faça a iodização do sal, quer isto dizer, “pôr uma percentagem de iodo no sal das cozinhas”. “Isso tem que ser uma medida legislativa como aconteceu em Itália. Até lá, deve comer-se mais peixe e substâncias vindas do mar, ricas em iodo”, referiu Edward Limbert.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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Comentários 1 Comentar

deficiencia em iodo

Não será também culpada a campanha feita contra o sal pelos clinicos com o receio da Hipertensão. Na minha clinica verifico que muitas mães não cozinham com sal. O sal marinho é rico em Iodo e existe em Portugal uma boa qualidade de sal marinho.
Os suplementos iodados taambém foram todos retirados do mercado farmaceutico
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