Portugueses sem cuidados paliativos

Apenas cinco por cento dos doentes com dor são acompanhados

10 abril 2005
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Mais de metade das pessoas que morrem anualmente em Portugal necessitam de cuidados paliativos, mas os serviços existentes nesta área só conseguem dar resposta a cinco por cento destes doentes.
 

 

Os cuidados paliativos são uma resposta às necessidades das pessoas que sofrem de doença avançada, incurável e progressiva, com múltiplos sintomas em evolução, tendo como objectivo principal a garantia da melhor qualidade de vida ao doente e sua família.
 

 

Segundo a Organização Mundial de Saúde, «em Portugal morrem cerca de 105 mil pessoas por ano, das quais 60 por cento precisam de cuidados paliativos», adiantou à Lusa Isabel Neto, do Movimento de Cidadãos Pró-Cuidados Paliativos, à margem do 1º Encontro Nacional de Associações de Doentes que decorreu recentemente em Lisboa. No entanto, acrescentou, as unidades existentes apenas conseguem dar resposta a cerca de três mil doentes.
 

 

Segundo Isabel Neto, este apoio devia ser dado aos cerca de 60 mil doentes e estender-se às suas famílias. Actualmente existem em Portugal sete unidades de cuidados paliativos a funcionarem nos institutos de oncologia do Porto e Coimbra, no hospital do Fundão, na Santa Casa da Misericórdia de Azeitão, na Unidade de Cuidados Continuados de Odivelas e numa Unidade de Apoio no Hospital de São João no Porto.
 

 

Fonte: Jornal de Notícias
 

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