Portugueses são os que menos faltam ao trabalho

Absentismo por doença é dos mais baixos da UE

16 setembro 2004
  |  Partilhar:

Portugal é um dos países europeus com mais baixa taxa de absentismo por doença, indica um estudo feito em 15 países da União Europeia sob a direcção de um especialista norte- americano em medicina do trabalho.Segundo as conclusões do estudo, hoje publicado pela revista especializada britânica Occupational and Environmental Medicine (OEM), as «baixas» são mais frequentes no norte que no sul da Europa. À excepção da Finlândia, Suécia e Luxemburgo, os homens têm tendência a adoecer com mais frequência do que as mulheres.O estudo foi realizado por David Gimeno, de Houston (Texas) no ano 2000, com base em 16.257 trabalhadores dos então quinze países membros da UE (Grécia, Irlanda, Portugal, Itália, Reino Unido, Espanha, Dinamarca, França, Bélgica, Áustria, Suécia, Luxemburgo, Alemanha, Holanda e Finlândia).As taxas deste absentismo foram calculadas tendo em conta a proporção da população activa que se ausentou nos 12 meses precedentes pelo menos um dia por motivos de saúde, relacionados ou não com o trabalho.De acordo com os dados divulgados no estudo, a proporção média de absentismo nos Quinze em 2000 era de 14,5 por cento, variando entre 6,7% na Grécia, com a taxa mais baixa, e 24% na Finlândia, que apresentava a taxa mais elevada. Atrás da Finlândia surgem a Holanda (20,3%) e a Alemanha (18,3%), com a França a aparecer mais ou menos a meio da tabela (14,3%).No grupo onde o absentismo é mais fraco encontram-se a Irlanda (8,3%), Portugal (8,4%), Itália (8,5%), Reino Unido (11,7%) e Espanha (11,8%), Os homens são mais propensos do que as mulheres a ficar em casa nestes quinze países (15,5% contra 13,3%) e isso de forma mais marcada na Grécia (8,9% contra 3,5%), Áustria (20,4% contra 12,1%) e Luxemburgo (21,4% contra 11,1%). Pelo contrário, na Finlândia e Suécia as mulheres ficam mais vezes de baixa. A OEM, onde vem publicado este trabalho, é o jornal oficial da Faculdade de Medicina Ocupacional do Royal College of Physicians de Londres.Fonte: Lusa

Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar

Comente este artigo

CAPTCHA
This question is for testing whether you are a human visitor and to prevent automated spam submissions.
Incorrecto. Tente de novo.
Escreva as palavras que vê na imagem acima. Digite os números que ouviu.