Portugueses recorrem muito à medicina privada
06 maio 2002
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Os portugueses recorrem frequentemente à medicina privada, a qual não funciona como uma alternativa sistemática ao Serviço Nacional de Saúde, mas como um recurso complementar à falta pontual da resposta pública.
 

 

Esta é uma das conclusões do livro Saúde e Doença em Portugal, lançado hoje e coordenado por Manuel Villaverde Cabral, onde estão compilados os resultados de um inquérito aos comportamentos e atitudes da população portuguesa face ao SNS.
 

 

De acordo com o inquérito, não são muitas as pessoas que procuram o privado para todo o tipo de cuidados, mas a percentagem aumenta substancialmente quando a situação de urgência se reporta a algumas especialidades, como estomatologia e oftalmologia. O jogo entre sectores privado e público é sobretudo aceite por mulheres, pessoas entre os 30 e 49 anos, diplomados do ensino superior e da classes média e alta.
 

 

No que respeita ao acesso e utilização dos cuidados de saúde pode dizer-se que 85 por cento da população considera satisfatória a cobertura e a prestação dos cuidados nos serviços públicos. A maioria também diz ser boa a sua relação com o médico. O estudo, uma iniciativa da Apifarma, revela que a maioria dos inquiridos está a 15 minutos do seu centro de saúde e a meia hora do hospital mais próximo, sendo a relação com o médico de família "a pedra angular do funcionamento do sistema". Um sistema que é usado maioritariamente por mulheres, pessoas com mais de 50 anos, instrução primária e trabalhadores manuais com rendimentos inferiores a 500 euros (cerca de 100 contos). O perfil com maior propensão para a morbilidade.
 

 

No entanto, e ao contrário do que se poderia temer, "não há discirminação social ao nível do sector público; se esta existe é ao nível do sector público e privado". Cerca de um terço da população portuguesa adulta sofre de uma doença crónica de ordem física ou psíquica.
 

 

Veja mais em: Diário de Notícias
 

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