Portugueses reconhecem poucos sintomas da insuficiência cardíaca

Resultados do inquérito “Portugueses e a insuficiência cardíaca”

26 abril 2019
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Um inquérito revela que mais de metade dos inquiridos acredita que a taxa de sobrevivência da insuficiência cardíaca é alta e apenas 15% reconhece o inchaço das pernas como um dos principais sintomas desta doença, que afeta meio milhão de portugueses.
 
O inquérito “Portugueses e a insuficiência cardíaca”, integrado na campanha anual da Fundação Portuguesa e de Cardiologia “Maio, mês do coração” decorreu recentemente e envolveu 1.012 indivíduos.
 
Apesar de a maioria dos inquiridos (89%) considerar que esta doença ameaça a vida das pessoas, apenas 51% consideram que a taxa de sobrevivência é alta ou, pelo menos, não tão baixa como em casos oncológicos.
 
Mais de sete em cada 10 inquiridos (71%) disseram saber que se trata de uma doença cujo número de casos vai aumentar nos próximos anos e 63% afirmaram que é uma doença que afeta tanto novos como mais velhos, mas apenas 19% sabia que a taxa de sobrevivência é baixa e 29% que a taxa é semelhante à dos cancros mais graves.
 
A grande maioria (83%) disse que na insuficiência cardíaca ocorrem muitas mortes prematuras, porque os doentes não valorizam os sintomas da doença, que são principalmente falta de ar, cansaço fácil, edema nas pernas e perda de peso.
 
Segundo o estudo, 72% associa o cansaço fácil à insuficiência cardíaca, 69% a falta de ar, mas apenas 15% reconhece o edema das pernas e 5% a perda de peso.
 
Também existe desconhecimento face a aspetos “mais técnicos” da doença e respetivo tratamento, como por exemplo são mais os que consideram que não deve haver restrição no consumo de água (45%) do que os que entendem que deve ser bebida moderadamente.
 
Em declarações à agência Lusa, o presidente da Fundação Portuguesa de Cardiologia, Manuel Carrageta, afirmou que “os portugueses ainda reconhecem pouco os sintomas da insuficiência cardíaca” e a gravidade desta doença, uma “epidemia que vai aumentar” e que atinge 15 milhões de europeus.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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