Portugueses receiam ser fardo para a família mas preferem morrer em casa

Estudo internacional contou com a participação da Universidade de Coimbra

27 maio 2011
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Além da dor, numa situação de doença incurável ou em fase terminal, um dos maiores receios dos portugueses é constituírem um fardo para a família, segundo revela um estudo internacional – PRISMA -, onde participou a Universidade de Coimbra, através do Centro de Estudos e Investigação em Saúde (CEISUC). O estudo foi financiado pela Comissão Europeia.

 

Portugal foi ainda um dos países com menor percentagem de pessoas que indicaram preferir morrer em casa (51%).

 

No âmbito deste projecto foram realizados inquéritos telefónicos a 9.344 pessoas, 1.286 das quais em Portugal, sendo que apenas 10% tinham doenças graves. Entre as questões colocadas estavam as preferências em situações de opção entre qualidade ou prolongamento da vida, ou de responsabilidade da tomada de decisões no caso de o doente se encontrar inconsciente. O estudo foi desenvolvido em oito países europeus (Portugal, Reino Unido, Alemanha, Bélgica, Holanda, Espanha e Itália) e replicado parcialmente em África (Uganda).

 

Em comunicado de imprensa enviado pela Universidade de Coimbra, o coordenador da equipa portuguesa, Pedro Ferreira, refere que através destes resultados “é necessário repensar a situação do Estado Social no nosso País e, em particular, os cuidados de final de vida. Muitas pessoas ignoram o que são os cuidados paliativos ou como beneficiar deles. Portugal ainda está na infância dos cuidados continuados integrados, embora, apesar disso, esteja a caminhar bem”.

 

Para ajudar à concretização deste objectivo, vai ser publicado um guia - produzido por um grupo de trabalho liderado pelo Centro de Estudos e Investigação em Saúde da UC - dirigido a profissionais do sector da saúde, com indicações sobre avaliação de sintomas e as melhores práticas para a melhoria da qualidade de vida destes doentes.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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