Portugueses recebem 10 milhões de euros para projetos de saúde

Bolsas Consolidator

10 fevereiro 2015
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O Conselho Europeu de Investigação doou dez milhões de euros a cinco investigadores portugueses para o desenvolvimento de projetos em áreas como a identificação de mecanismos para conferir a tolerância a doenças, como a sepsis, ou a regulação da inflamação no intestino.
 

Os investigadores premiados com bolsas Consolidator incluíram, Cristina Pereira Silva, do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB), Luís Moita, do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), Bruno Silva-Santos, Henrique Veiga-Fernandes e João Barata, os três do Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa.
 

De acordo com a notícia avançada pela agência Lusa, cada um recebe cerca de dois milhões de euros, por cinco anos, para desenvolver os seus projetos de investigação em diferentes áreas de ciências da vida.
 

A investigadora do ITQB, Cristina Silva Pereira, pretende desenvolver novas estratégicas antifúngicas de prevenção e tratamento.
 

O grupo da cientista desenvolveu um método que preserva a estrutura e as propriedades antimicrobianas da barreira poliéster das plantas e agora o objetivo é compreender a funcionalidade deste material para o desenvolvimento de aplicações clínicas.
 

O investigador do IGC, Luís Moita, pretende utilizar o valor do prémio para identificar e caracterizar novos mecanismos de proteção das células que possam conferir tolerância a doenças como a sepsis.
 

"A sepsis grave continua a ser uma condição inflamatória sistémica que não compreendemos bem, apresentando altas taxas de mortalidade, com opções terapêuticas limitadas e, com base em dados recentes que obtivemos em ratinhos, propomos que as estratégias que visam a proteção de ‘órgãos-alvo’ tem um potencial extraordinário para o tratamento [desta doença] e, possivelmente, para outras condições inflamatórias", explicou Luís Moita.
 

Por sua vez, Bruno Silva-Santos, do IMM, vai usar o financiamento para identificar mecanismos baseados em microRNAs, "moléculas que controlam a expressão dos genes, especificamente na produção de substâncias (citocinas) altamente inflamatórias".

 

O seu objetivo é perceber como a produção destas citocinas é regulada pelos microRNAs, o que poderá abrir novos horizontes em estratégias de vacinação e em tratamentos de doenças autoimunes.

 

Henrique Veiga-Fernandes, do IMM, refere que o prémio vai ser utilizado para estudar a regulação da inflamação no intestino.
Para o investigador principal do IMM, João Barata, os dois milhões de euros vão permitir estudar o impacto da molécula IL-7, que circula no sangue e está presente na medula óssea, timo e outros órgãos, e do seu recetor, que está à superfície de vários tipos de células, em especial do sistema imune.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 

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