Portugueses querem mais investimento no cancro

Resultados do inquérito apresentados no 3.º Think Tank Inovar Saúde

16 dezembro 2015
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A maioria dos portugueses quer mais investimento no cancro, mas metade não está disponível para descontar mais e, no caso de o fazer preferia que o dinheiro fosse para um “fundo pessoal”.
 

Estas são conclusões de um inquérito realizado pela GFK a mais de 1.200 portugueses que teve como objetivo avaliar as perceções dos portugueses sobre o cancro, as quais foram apresentadas esta semana no âmbito do 3.º Think Tank Inovar Saúde – “Cancro 2010: Velhos e Novos desafios”.
 

O estudo, ao qual a agência Lusa teve acesso, conclui que relativamente ao financiamento das doenças oncológicas, 59% dos portugueses têm a perceção de que na área da saúde é o cancro que recebe maior investimento e concordam que esta deve ser a prioridade: 84% defendem mais investimento e 74% consideram que as verbas existentes para a oncologia são “insuficientes”.
 

Neste âmbito, foram questionados sobre a possibilidade de descontarem mais para essa área e metade recusou, alegando que tem “pouco dinheiro disponível” ou que já desconta muito.
 

Apenas um terço admitiu poder pagar mais para o cancro, mas, destes, só 15% se mostrou “muito disponível” para descontos adicionais, apresentando como prioridade “ajudar os doentes”.
 

Na eventualidade de terem mesmo que descontar um valor adicional para oncologia, a maioria defendeu que esse dinheiro servisse como uma espécie de fundo pessoal, em que o dinheiro fosse aplicado no próprio tratamento, em caso de desenvolver a doença.
 

As outras hipóteses de investimento defendidas foram a modernização das instalações e equipamentos atuais, o aumento do número de médicos nos departamentos de oncologia, mais recursos para acelerar a introdução de tratamentos inovadores e para a investigação.
 

O estudo demonstrou que o investimento no cancro é considerado prioritário pelos portugueses, por ser a doença mais temida (71%), à frente das doenças cardiovasculares, que são as que efetivamente mais matam em Portugal.
 

As elevadas taxas de prevalência e mortalidade, bem como o caráter “cego” da doença, são as razões que contribuem para esta perceção e também para a vontade manifestada pelos inquiridos de saberem mais sobre prevenção (69%), sintomas (51%) e tipos de tratamento (47%).
 

Relativamente ao tratamento do cancro e ao acesso a cuidados de saúde, o estudo demonstra que os portugueses consideram que o setor privado é globalmente melhor do que o público.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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