Portugueses pouco familiarizados com doenças raras

Inquérito divulgado pela Comissão Europeia

03 março 2011
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Apenas um em cada dez portugueses conhece pessoalmente alguém que sofra de uma doença rara, revela um estudo divulgado em Bruxelas pela Comissão Europeia.

 

Segundo dados do “eurobarómetro” sobre a “consciência europeia de doenças raras”, divulgados pela agência Lusa, revelam que apenas metade dos portugueses inquiridos (50 %, contra 63 % da média comunitária) conhecem a definição certa para estas patologias, ou seja, “doenças que afectam um número limitado de pessoas e que precisam de um cuidado muito específico”.

 

Questionados sobre doenças concretas, os portugueses revelam um desconhecimento bem acima da média comunitária: apenas 26 % ouviram falar de fibrose quística (contra 65 % em média na UE), 24 % da distrofia muscular de Duchenne (contra 39 %), somente sete % da doença de Huntigton (31 %), apenas oito % de osteogénese imperfeita (19 %) e 10 % de progeria (contra 16 % no conjunto dos 27).

 

Por outro lado, apenas 10 % dos portugueses conhecem pessoalmente alguém que tem uma doença rara, contra 17 % em média dos europeus. Por fim, o inquérito revela ainda que mais de metade dos portugueses (51 %) concorda totalmente ou tende a concordar com a ideia de que o país tem muitos outros problemas de saúde para fazer das doenças raras uma prioridade, um valor muito mais elevado que a média europeia (39 %).

 

O inquérito foi conduzido entre 25 de Novembro e 14 de Dezembro de 2010, tendo sido entrevistadas 1.046 pessoas em Portugal.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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