Portugueses no caminho da vacina contra a malária

Estudo realizado pelo Instituto de Medicina Molecular

22 novembro 2013
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Investigadores do Instituto de Medicina Molecular (IMM) modificaram geneticamente parasitas da malária em roedores para que futuramente consigam obter uma vacina contra a malária.
 

O financiamento da Fundação Bill & Melinda Gates permitiu à equipa fundamentar a investigação, demonstrando, nomeadamente, que o parasita geneticamente modificado tinha a capacidade de infetar as células de fígado humano, fase necessária para gerar imunidade.
 

O responsável pela investigação, Miguel Prudêncio, revelou à agência Lusa que “o parasita é seguro para usar em seres humanos, porque não tem a capacidade de completar o seu ciclo de vida dentro dos glóbulos vermelhos humanos”.
 

Os investigadores demonstraram que “o parasita geneticamente modificado para expressar uma proteína de um parasita que infeta humanos tinha a capacidade de despoletar uma resposta imunitária capaz de identificar e reconhecer o parasita”.
 

Estas provas permitiram à equipa avançar para a Fase II do programa Grand Challenges Explorations (GCE) e obter um financiamento de 1.218 mil dólares por um período de um ano.
 

O financiamento será aplicado na realização de experiências pré-clínicas e no desenvolvimento do processo regulatório com vista à obtenção de autorização para o início de ensaios clínicos em humanos para a vacina da malária, a realizar na Holanda.
 

“O que fizemos até aqui são ensaios pré-clínicos (laboratoriais, com modelos animais ou células em cultura). O que pretendemos agora é avançar para ensaios em seres humanos e este financiamento vem neste sentido. Não é para começar já os ensaios humanos, mas obter as condições necessárias para avançar com os ensaios clínicos”.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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