Portugueses mais atentos ao cancro da próstata

Exames de prevenção aumentaram 10 por cento

27 fevereiro 2004
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O rastreio ao cancro da próstata aumentou 10 por cento no último ano, o que revela a crescente preocupação dos homens portugueses com este carcinoma, o segundo mais mortal no sexo masculino. Só no Serviço de Urologia do Hospital do Desterro, em Lisboa, mais de quatro mil homens efectuaram desde 2001 esse exame.Aquele hospital é a única unidade de saúde pública que disponibiliza um novo tratamento que, além de permitir um período de hospitalização mais curto, consegue uma recuperação mais rápida com custos menores. O tratamento, a braquiterapia, consiste na aplicação de minúsculas sementes radioactivas na próstata, através de agulhas, em que o médico é guiado neste processo por ultra-sons e reduz os efeitos secundários, como a impotência e a incontinência, e o tempo de internamento. Como a intervenção pode ser realizada em ambulatório, o doente pode sair do hospital no próprio dia.As sementes, que actuam durante diversas semanas ou meses, causam menor dano nas células circundantes e não necessitam de ser removidas. O cancro na próstata atinge mais de 110 mil portugueses, segundo uma estimativa com base no programa de detecção precoce deste carcinoma no Hospital do Desterro. A prevalência é actualmente de 3,2 por cento. O rasteio da doença é recomendado para todos os homens com mais de 50 anos. Fonte: Jornal de Notícias

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