Portugueses lideram consórcio europeu para desenvolvimento industrial de novo analgésico

Fármaco poderá ser usado em doenças neurodegenerativas

03 novembro 2008
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Investigadores portugueses lideram um consórcio europeu de cinco parceiros criado para produzir um novo fármaco com propriedades analgésicas e que poderá ser usado na terapia das doenças neurodegenerativas, como Alzheimer e Parkinson.
 

 

O projecto terá um financiamento de 695 mil euros da Comissão Europeia por quatro anos, na sequência da aprovação da sua candidatura à rubrica "Parcerias e Diálogo Indústria/Centros de Investigação" das "Acções Marie Curie", disse à agência Lusa o coordenador do projecto.
 

 

Miguel Castanho, do Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, explicou que o novo produto, ainda em processo de patenteação, resultou da transformação de uma molécula isolada do cérebro de mamíferos por cientistas japoneses nos anos 70, mas posteriormente abandonada por falta de interesse farmacológico.
 

 

O problema dessa molécula analgésica, chamada quiotorfina, era que tinha de ser colocada directamente no cérebro dos pacientes para ser eficaz. O que este grupo de investigadores conseguiu foi “transformar a molécula de modo a poder ser introduzida na corrente sanguínea, passando daí ao cérebro, mantendo as suas propriedades analgésicas e de protecção contra as doenças neurodegenerativas”, disse Miguel Castanho, que lidera a Unidade de Bioquímica Física do IMM.
 

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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