Portugueses fazem cada vez menos exercício físico

Resultados do Eurobarómetro

30 janeiro 2019
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O número de portugueses com 15 ou mais anos que "raramente" ou "nunca praticaram" exercício ou desporto aumentou nos últimos anos, passando de 66% em 2009 para 74% em 2017, segundo dados divulgados pela Direção-Geral da Saúde (DGS).
 
Os dados fazem parte do Eurobarómetro (dados de dezembro 2017) e estão publicados no relatório anual do Programa Nacional para a Promoção da Atividade Física (PNPAF), divulgou a agência Lusa.
 
Segundo o Eurobarómetro, que permitiu analisar evolutivamente vários indicadores face aos dados obtidos em 2009 e 2013, apenas 5% dos portugueses inquiridos disseram praticar regularmente atividades físicas, como andar de bicicleta para deslocações, dançar ou fazer jardinagem, valor inferior à média europeia (14%).
 
Em contraste, o número dos que nunca praticaram estas atividades situou-se nos 64% (60% em 2013 e 36% em 2009).
 
Quase metade (47%) disse caminhar 10 minutos ou mais em, pelo menos, quatro dias por semana, enquanto 29% nunca andaram mais de 10 minutos por dia, em 2017. Este último valor corresponde ao segundo mais alto da Europa, depois do Chipre (32%), sendo a média europeia de 15%.
 
Mais de um terço (34%) dos portugueses passaram mais de cinco horas e meia por dia sentados em 2017, contra 24% em 2013, um dos valores mais baixos da Europa, onde a média é de 41%. Apenas 10% dos portugueses reportam passar mais de oito horas e trinta por dia sentados (12% é a média europeia).
 
Os principais motivos pelos quais os portugueses praticam atividade física prende-se com o desejo de melhorar a saúde (51%), relaxar (38%) e melhorar a aptidão física (36%).
 
A falta de tempo é a principal barreira, referida por 43%, seguida da falta de interesse ou motivação (33%), valor que é o mais elevado da Europa (média de 20%). Portugal também lidera na perceção de que a atividade física é demasiado dispendiosa, com 13% a referir essa barreira (7% na Europa).
 
Comentando estes dados à agência Lusa, Marlene Silva, da direção do PNPAF, afirmou que estes revelam “não só que a população portuguesa tem dados elevados de inatividade física”, como essa tendência se vai “agravando de Eurobarómetro para Eurobarómetro”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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