Portugueses estudam malária

Investigadores identificam etapa da infecção

13 outubro 2003
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Investigadores do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) identificaram uma das etapas da infecção pelo parasita da malária, abrindo novas perspectivas ao tratamento desta doença incurável que mata anualmente entre um a dois milhões de pessoas.Os resultados do trabalho serão publicados na edição de Novembro da revista científica norte-americana Nature Medicine.O estudo, realizado no Laboratório de Biologia Celular da Malária e conduzido por Maria Mota, identificou, pela primeira vez, um mecanismo de interacção entre o hospedeiro e o parasita que causa a malária (plasmodium).A investigadora explicou à Agência Lusa que a descoberta partiu de uma simples interrogação. «Na altura em que fiz o meu pós-doutoramento na Universidade de Nova Iorque, em colaboração com colegas norte- americanos, demonstrei que o parasita (que após infectar o hospedeiro se dirige para o fígado) atravessa várias células até se instalar numa delas», contou.O que os investigadores do IGC descobriram é que as células do fígado que são atravessadas pelo parasita produzem e libertam uma substância que torna as células vizinhas mais vulneráveis ao parasita.Fonte: Lusa

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