Portugueses dormem cada vez menos

Deitar cedo já não é regra no país

17 março 2004
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 Os portugueses deitam-se cada vez mais tarde e levantam-se mais cedo, alertou ontem a neurologista Teresa Paiva, numa conferência em Lisboa dedicada à privação do sono e às suas consequências, realizada no âmbito da Semana Internacional do Cérebro. Para esta investigadora do Instituto de Medicina Molecular da Universidade de Lisboa, especializada em fisiologia do sono, o facto de os portugueses agora dormirem menos tem consequências graves «para todas as idades», desde a falta de concentração até ao mau humor. O ritmo de vida da «sociedade ''''on-line'''' 24 horas», como lhe chamou Teresa Paiva, tem roubado horas de sono aos portugueses e a complexidade da organização do trabalho atirou 30 por cento da população activa para o trabalho por turnos. A consequência mais imediata é a sonolência diurna, mas a falta de sono interfere também no humor, na concentração e atenção, perturbando a tomada de decisões. Por trás de muitos acidentes de automóvel, nas estradas portuguesas, pode estar uma noite mal dormida. Grande parte acontece de madrugada, o que parece denunciar que o sono pode ser um factor decisivo. A neurologista baseia todas estas afirmações em dados empíricos resultantes da observação dos seus doentes, e não em estudos estatísticos. O único estudo realizado, contou Teresa Paiva, foi feito no âmbito de um projecto europeu, em 2000: em relação aos espanhóis, concluiu-se, os portugueses dormem em média menos meia hora. Fonte: Público 

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