Portugueses divorciam-se menos

Estatística regista diminuição no primeiro semestre deste ano

09 dezembro 2003
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O número de divórcios em Portugal parece ter regressado ao normal, depois do excepcional acréscimo verificado em 2002 . Pelo menos é neste sentido que apontam os indicadores demográficos ontem divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE): nos primeiros seis meses deste ano, houve 11.828 rupturas conjugais, o que representa um decréscimo da ordem dos 30,9 por cento relativamente a igual período do ano passado. Apesar de os dados serem provisórios e poderem vir a sofrer um pequeno aumento, esta quebra acentuada indicia que o fenómeno da divorcialidade estará a regressar ao «normal». Em 2002, recorde-se, o número de divórcios ascendeu a 27 708, mais 46 por cento do que em 2001, o que colocou o país ao nível de do Reino Unido e da França, por exemplo, onde a média é de dois casamentos para um divórcio. O «salto» inesperado ocorrido no ano passado ter-se-á ficado a dever em grande parte às últimas alterações legislativas que facilitaram sobremaneira as rupturas conjugais. Por exemplo, deixou de ser necessário a um casal aguardar três anos para divorciar-se, podendo actualmente fazê-lo logo após o casamento, se assim o entender. Fonte: Público

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