Portugueses dispostos a preservar fertilidade no caso de doença

Estudo da Sociedade Portuguesa da Medicina da Reprodução

18 junho 2015
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A maioria dos portugueses está disposto a preservar a sua fertilidade no caso de sofrerem uma doença que necessite de tratamentos que afetam a fecundidade e poderem assim, caso necessário, adiar a parentalidade, revela um estudo da Sociedade Portuguesa da Medicina da Reprodução (SPMR).
 

Esta é uma das conclusões do estudo denominado por “Conhecimento, perceções e atitudes em relação à reprodução assistida da população portuguesa em idade reprodutiva”, que inclui a participação de 2.400 portugueses sem filhos, com idades entre os 18 e os 45 anos.
 

O estudo, que teve por base a realização de inquéritos, apurou que 70,9% dos homens e 73,9% das mulheres preservaria a sua fertilidade para poderem ser pais mais tarde.
 

Destes, “a esmagadora maioria fá-lo-ia no caso de terem uma doença cujos tratamentos possam afetar a fertilidade e cerca de 70% preservaria a sua fertilidade tendo em vista o adiamento da parentalidade por opção”, refere o estudo ao qual a agência Lusa teve acesso.
 

O estudo apurou que 72,2% dos homens e 76,2% das mulheres estariam dispostos a alterar os seus hábitos de vida se tivessem conhecimento de algum problema que afetasse a sua fertilidade. Perto de metade dos inquiridos afirma que antecipariam o momento de ter filhos se tivessem conhecimento de algum problema que afetasse a sua fertilidade.
 

Relativamente aos tratamentos, os inquiridos demonstraram algum desconhecimento da realidade dos hospitais públicos, com a maioria a não saberem que a Fertilização In Vitro (FIV) é uma técnica comparticipada pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS).
 

Em média, os homens estariam disponíveis a gastar 5.109 euros numa FIV, e as mulheres 4.915 euros. De acordo com o estudo, os homens planeiam ter o primeiro filho, em média, aos 33,9 anos.
 

De acordo com o estudo, as mulheres pensam ser mães do primeiro filho, em média, aos 32,3 anos, existindo 50% que tencionam sê-lo com menos de 31 anos. Os homens indicam que a idade ideal para terem o primeiro filho é, em média, aos 29,9 anos, enquanto as mulheres apontam os 28,3 anos.
 

Apenas 12,8% dos homens e 22,6% das mulheres já debateram o tema da fertilidade nas suas consultas médicas, sendo que as mulheres o fazem na sua maioria com o médico ginecologista e os homens com o médico de família.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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