Portugueses defendem políticas de alimentação saudável

8 em cada 10 defendem que o Estado deve intervir com políticas alimentares

09 setembro 2019
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8 em cada 10 portugueses consideram que o Governo deve intervir para promover hábitos alimentares mais saudáveis e a maioria apoia de forma expressiva o alargamento de medidas como a redução de açúcar nalguns alimentos.
 
Segundo o II Grande Inquérito sobre Sustentabilidade, o controlo das refeições nas escolas, reduzindo as ofertas menos saudáveis, a promoção da agricultura biológica e a redução do desperdício alimentar são algumas das áreas em que os portugueses defendem a aplicação de políticas públicas.
 
Os sumos, os bolos, chocolates e doces, os molhos, os leites aromatizados, os cereais e as águas aromatizadas estão entre os produtos mais escolhidos para serem também alvo de medidas de taxação no que respeita ao açúcar.
 
De acordo com o estudo, a extensão deste tipo de taxas a outros produtos alimentares tem o apoio de quase metade dos inquiridos (47,7%), enquanto 23% se manifestam hesitantes, mas sem recusar a medida.
 
O inquérito indica que apenas três em cada 10 estão contra esta taxa.
 
Quanto à posição sobre a medida já em vigor de aplicação de uma taxa relacionada com o teor de açúcar dos refrigerantes, os níveis de discordância são mais baixos (cerca de 15%), “o que demonstra que os cidadãos desejam uma maior regulação da área alimentar de forma a reduzir o teor de açúcar nos produtos disponibilizados”, referem os investigadores.
 
Defendem igualmente a proibição do uso de plástico descartável nas refeições escolares.
 
A medida que recolhe menor apoio (ainda que se mantenha maioritário – acima de dois terços das respostas) refere-se à intervenção nas opções de venda em estabelecimentos comerciais no perímetro da escola, nomeadamente a proibição da venda de alimentos pouco saudáveis.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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