Portugueses defendem maior incentivo à natalidade

Dados do Inquérito à Fecundidade

29 novembro 2013
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A esmagadora maioria das mulheres e homens portugueses que participaram no Inquérito à Fecundidade (IFEC) defende que deveria ser dado um maior incentivo à natalidade.
 
A notícia avançada pela agência Lusa refere que o IFEC, levado a cabo entre 16 de janeiro e 15 de abril deste ano pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) em parceria com a Fundação Francisco Manuel dos Santos (FFMS), envolveu mulheres com idades entre os 18 e 49 anos e de homens com idades entre os 18 e 54 anos.
 
As 7.624 entrevistas realizadas permitiram analisar a fecundidade, quer para quem tem filhos, quer para quem (ainda) não tem, em função do número de filhos tidos, do número de filhos que as pessoas (ainda) pensam vir a ter, e do número de filhos que desejariam ter. 
 
O estudo apurou que cerca de 94% das mulheres e 92% dos homens, tanto os que não querem vir a ter filhos, como os que tencionam vir a ter, consideram que devem existir incentivos à natalidade.
 
“Aumentar os rendimentos das famílias com filhos” foi a medida de incentivo mais frequentemente referida como “a mais importante”. Esta medida inclui, por exemplo, reduzir impostos sobre famílias com filhos, aumentar as deduções fiscais para quem tem filhos e aumentar subsídios relacionados com educação, saúde, habitação e alimentação.
 
Facilitar as condições de trabalho "para quem tem filhos, sem perder regalias” foi segunda medida considerada mais importante. Esta inclui a oportunidade de trabalho a tempo parcial, períodos de licenças de maternidade e paternidade mais alargados e flexibilidade de horários para quem tem crianças pequenas, foi segunda medida considerada mais importante.
 
Cerca de 25% dos inquiridos disseram ter tantos filhos quanto os que desejaram ter, mas cerca de 70% dos homens e mulheres têm menos filhos do que gostariam.
 
Para o presidente da FFMS, Álvaro Barreto, a política social e de família devia incluir a “dimensão demográfica”. “Se Portugal tem um problema real”, que é o decréscimo da fecundidade, deve encarar a situação com “sabedoria e ciência, e ter políticas públicas permanentes, constantes e não erráticas”. “O importante é que as políticas públicas deem instrumentos de escolha livre às pessoas, para que quem quer ter [filhos] possa ter e quem não quer ter não tenha, e que não haja pressões legais, políticas ou financeiras contra a vontade e o projeto de vida de cada um”, acrescentou o sociólogo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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