Portugueses criam sensor de ADN de baixo custo

Estudo será publicado na revista “Biosensors and Bioelectronics”

25 agosto 2009
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Investigadores portugueses produziram o primeiro método de detecção de ADN com recurso a materiais e tecnologia de baixo custo ¿ uma vulgar impressora de jacto de tinta.

 

O projecto, que será publicado na próxima edição da revista “Biosensors and Bioelectronics”, foi desenvolvido por uma equipa conjunta dos departamentos de Ciência dos Materiais e Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa.

 

A equipa, liderada por Elvira Fortunato, já tinha produzido, em 2006, um sensor para detectar ADN, mas que era baseado em silício, o semicondutor convencional usado em electrónica. O sensor agora desenvolvido tem o mesmo princípio dos sistemas de detecção, mas o elemento sensorial é completamente novo: é feito de dióxido de titânio (TiO2), uma substância muito barata, não tóxica, usada normalmente como pigmento branco para dar opacidade a tintas, cosméticos, plásticos e pastas dentífricas, explicou à agência Lusa Elvira Fortunato.

 

"Basicamente, o que fizemos foi remover as tintas dos tinteiros da impressora e introduzir neles uma solução à base de dióxido de titânio e, com isso, fizemos um sensor", esclareceu a investigadora.

 

Além do baixo custo, este sistema não necessita de marcadores, como nos sistemas de detecção convencionais, e é muito pequeno, tornando possível integrar vários sensores no mesmo chip. "Pode detectar várias coisas, pode ser um sistema portátil, descartável, apresenta elevada sensibilidade e selectividade e, além disso, também quantifica", assinalou a especialista.

 

Em testes já realizados para detecção do bacilo da tuberculose, o sistema foi também capaz de quantificar, permitindo identificar um doente ainda assintomático.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

 

 

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