Portugueses conseguem 50 das 300 vagas da Faculdade de Santiago de Compostela

Pais galegos protestam

23 agosto 2007
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Cinquenta alunos portugueses matricularam-se este ano na Faculdade de Medicina de Santiago de Compostela, na Galiza, preenchendo um sexto das vagas existentes. Esta "invasão lusa" está a ser fortemente contestada pelos pais dos estudantes galegos que "não conseguiram entrar".
 

 

O director-geral de Ordenamento e Qualidade do Sistema Universitário da Galiza, José Ramón Leis, disse à Lusa que no ano lectivo 2006/2007, em que a nota de acesso era de 8,22 (numa escala de 0 a 10), apenas foram admitidos dois alunos portugueses.
 

 

Devido ao processo de Bolonha, este ano, e pela primeira vez, os cidadãos europeus não precisam de passar pela prova de acesso à universidade, acedendo directamente com o mesmo sistema ao do seu país de origem. Além disso, os portugueses também já não têm de se submeter a provas de competência linguística de galego ou castelhano, o que era outro dos principais "filtros" à entrada de estudantes lusos na Faculdade de Santiago de Compostela.
 

 

Os pais dos alunos galegos com notas altas e que, por milésimas, acabaram por ficar de fora daquela universidade em benefícios dos portugueses, não se conformam e decidiram formar uma associação para convencer a Comissão Interuniversitária da Galiza a excluir todos os candidatos a quem não foi exigida a prova de idiomas.
 

 

Fonte: Lusa
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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